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Governo Lula deixa embaixadas e consulados sem repasses e atrasa salários no exterior

há 13 minutos
2 min de leitura

Mais de 20 postos em 13 países foram avisados de que não receberão salários nem recursos de custeio nesta sexta-feira



Servidores de diversos postos diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores foram informados de que não receberão salários nem repasses financeiros nesta sexta-feira (30). A suspensão atinge o custeio de despesas operacionais e a remuneração de funcionários no exterior, e, segundo apuração da coluna Radar, da revista Veja, afeta mais de 20 escritórios, entre embaixadas e consulados, em 13 países. Fontes do Itamaraty confirmaram que a falta de repasses decorre de entraves burocráticos ligados ao contingenciamento de verbas aplicado pelo governo federal à máquina pública. O ministério promete regularizar os recursos ao longo da próxima semana.


O alcance da medida, porém, tem versões diferentes. Outro levantamento, do portal Público Brasil, indica que pelo menos 3 mil trabalhadores contratados localmente por embaixadas e consulados não receberão os salários nesta sexta-feira, por falta de recursos disponíveis, e que os pagamentos devem ocorrer apenas em 6 ou 9 de novembro, de acordo com comunicado dos chefes dos postos. Segundo essa reportagem, diplomatas e oficiais de chancelaria concursados teriam recebido normalmente. A coluna da Veja descreve o problema como extensivo à remuneração de diplomatas e funcionários, e o Itamaraty não detalhou, até a publicação, quem foi atingido e em que proporção.


Servidores dizem que trabalharam recentemente na logística das eleições no exterior e não receberam os adicionais previstos pelo serviço, e mensagens trocadas entre eles criticam a gestão orçamentária do governo, em especial o contraste entre a execução das despesas eleitorais recentes e a incapacidade da máquina pública de honrar compromissos básicos, como a folha de pagamento e a manutenção das representações do Brasil no exterior. Não é a primeira vez que postos do Itamaraty enfrentam retenção de recursos para salários e serviços essenciais, o que aprofunda o desgaste da categoria com o governo Lula.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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