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Governo Lula tenta "sabotar" autonomia do Banco Central

De saída do comando do BC, Campos Neto afirma que processo de autonomia "precisa ser finalizado"


Alcolumbre deu uma "mãozinho" ao governo com adiamento da PEC

Interessado em mais poder de intervenção na política de juros da economia, o governo Lula conseguiu adiar a votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa ampliar a autonomia do Banco Central.


A bancada governista conseguiu convencer o presidente da CCJ, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), justificando a necessidade de “mais tempo para discussão” da matéria. Além disso, a liderança petista apresentou uma nota técnica, apontando que uma autonomia maior “cria insegurança jurídica para os servidores e coloca em xeque a fiscalização de instituições financeiras”.


“Há também implicações previdenciárias, uma vez que a migração de regime próprio para regime geral de previdência até poderia manter o tempo de contribuição, mas limitaria a aposentadoria ao teto do INSS”, ressalta o parecer do governo.


Campos Neto reforça apoio à autonomia do BC


Em discurso após homenagem de honra ao mérito recebida na Assembleia Legislativa de São Paulo, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou a necessidade de finalizar o processo de autonomia da entidade monetária. O dirigente deixará a instituição no final deste ano.


“Com o início do novo governo (Lula), iniciou-se também o primeiro teste real da autonomia, um período em que ela foi alvo de questionamentos. É importante lembrar que a autonomia do BC ainda não está completa”,

 
 
 

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