Hegseth avisa o Irã que os EUA estão "prontos para agir" e que a escolha é entre acordo ou bombardeios
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Secretário de Guerra aparece ao lado do chefe do Estado-Maior e do comandante do CENTCOM no Pentágono e diz que forças americanas estão "recarregadas com mais poder do que nunca"

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, subiu ao púlpito do Pentágono nesta quinta-feira ao lado do general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, e do almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, para entregar ao Irã uma mensagem que não deixa espaço para interpretação: aceite um acordo ou enfrentará o bloqueio e bombas sobre sua infraestrutura energética.
"Se o Irã escolher mal, terá um bloqueio e bombas caindo sobre infraestrutura, energia e petróleo", disse Pete Hegseth na coletiva. O secretário descreveu as forças americanas como "prontas para agir" e afirmou que o CENTCOM está "garantindo que nossas forças estejam maximamente posicionadas para reiniciar operações de combate caso este novo regime iraniano escolha mal e não concorde com um acordo."
A mensagem mais cirúrgica foi a dirigida diretamente à liderança militar iraniana. "Estamos observando vocês. Nossas capacidades não são as mesmas, as nossas militares e as suas. Lembrem-se, esta não é uma luta justa, e sabemos quais ativos militares vocês estão movendo e para onde estão movendo, enquanto vocês estão cavando, que é exatamente o que estão fazendo. Cavando saídas de instalações bombardeadas e devastadas", disse Pete Hegseth. O secretário acrescentou que o Irã pode mover equipamentos, mas não pode efetivamente reconstruir sua capacidade militar: "Vocês só têm o que têm. Vocês sabem disso. E nós sabemos que vocês podem mover coisas, mas não podem realmente reconstruir. Podem cavar por agora, mas não podem reconstituir. Mas nós podemos."
As palavras do secretário Hegseth encontram respaldo nos números: mais de 10 mil militares americanos executando o bloqueio, dezenas de navios de guerra posicionados e inteligência cada vez mais precisa sobre os movimentos iranianos de reposicionamento de equipamento.
A janela diplomática permanece aberta, com o presidente Donald Trump sinalizando que negociações podem ser retomadas no Paquistão nos próximos dias. Mas o recado do secretário de Guerra desta quinta-feira é o complemento militar dessa abertura: a diplomacia existe, mas quem determina seus limites é o poder americano, e esse poder está "recarregado com mais poder do que nunca e melhor inteligência do que nunca."




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