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Houthis declaram bloqueio naval à Arábia Saudita e abrem nova frente no conflito

Medida ameaça cortar mais 7% do abastecimento global de petróleo; combinada com a guerra no Golfo, interrupção total pode chegar a 17% da oferta mundial



Os houthis do Iêmen, grupo terrorista financiado pelo Irã, anunciaram nesta segunda-feira (20) um bloqueio naval à Arábia Saudita, abrindo nova frente no conflito e ampliando a ameaça ao abastecimento energético global para além do Golfo Pérsico. A medida foi declarada como "embargo marítimo contra o inimigo criminoso saudita, com base na equação de 'olho por olho', com vigência imediata", em resposta ao que o grupo chama de "cerco injusto e opressivo" imposto ao Iêmen pelos sauditas.


O anúncio é a concretização da ameaça que o Irã havia feito na semana passada: pressionar os houthis a fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, porta de entrada para o Mar Vermelho, caso os EUA continuassem a atacar a infraestrutura energética iraniana. Um fechamento efetivo do estreito impediria a maior parte das exportações de petróleo sauditas de deixar a região, reduzindo o abastecimento global em 7%. Somada ao corte já causado pela guerra no Golfo Pérsico, que reduziu os embarques em 10% da oferta mundial, a interrupção combinada poderia chegar a 17% do abastecimento global de petróleo — o maior choque de oferta energética da história moderna.


Os preços do petróleo subiram brevemente após o anúncio dos houthis, mas recuaram diante das esperanças dos operadores por um avanço diplomático, com o brent na casa dos US$ 88,00. O movimento ocorre apesar de sinais de que Teerã e Washington desejavam retomar as negociações após o secretário de Estado Marco Rubio ter dito no domingo que os EUA "sempre permanecem abertos a uma solução diplomática", mesmo declarando o memorando de entendimento efetivamente morto.



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