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Ibovespa cai 1,06%, a 169.186 pontos, na quarta queda seguida

há 8 horas
2 min de leitura

Índice perde os 170 mil pontos e segue em declínio desde a reeleição de Lula



O Ibovespa fechou a quinta-feira (29) em queda de 1,06%, aos 169.186,42 pontos, com volume financeiro de aproximadamente R$ 42,3 bilhões. É o quarto pregão consecutivo de baixa, em sequência iniciada com a reeleição do presidente Lula (PT) e que já retirou do índice 35,9 mil pontos, ou 17,5%, em relação ao fechamento de sexta-feira (23), véspera do segundo turno, quando estava a 205.082,56. Em relação ao recorde de fechamento, de 209.066,90 pontos, registrado em 9 de outubro, a perda é de cerca de 19%. O índice, que chegou a acumular alta de quase 30% no ano, soma agora cerca de 5% em 2026 e queda de aproximadamente 9% em outubro, e voltou ao menor nível em dois meses.


A sequência de perdas começou com o tombo de 13,88% de segunda-feira (26), a 176.608,23 pontos, e se estendeu com a queda de 2,68% da quarta-feira (28), a 171.006,10 pontos. Nesta quinta, o índice abriu perto de 171 mil pontos, tocou a mínima na casa dos 169,1 mil e perdeu o patamar dos 170 mil.


Os juros futuros de longo prazo seguiram em alta, e o dólar, em sintonia com o avanço da moeda americana ante outras divisas de emergentes, permaneceu pressionado. No exterior, as bolsas de Nova York recuaram com os balanços de empresas de tecnologia, em especial o da Alphabet, que decepcionou, e com os dados de PIB e inflação (PCE) dos Estados Unidos, e os investidores ainda digeriam o recado do Federal Reserve, que manteve os juros em 3,75% a 4%, mas sem excluir nova alta em dezembro.


O ruído doméstico não ajudou. A demora na definição da equipe econômica, em particular do comando da Fazenda, e a falta de rumo fiscal mantêm os investidores na defensiva. Nesta quinta, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que quem defende ajuste fiscal “não entendeu nada” da eleição, e que a agenda econômica “será a que venceu”, dois dias depois de o ministro José Guimarães dizer que um pacote fiscal não é prioridade. O presidente americano, Donald Trump, voltou a chamar a eleição brasileira de “vergonha”, e o senador Flávio Bolsonaro mantém a contestação do resultado, o que mantém também o prêmio de risco elevado.


O mercado havia precificado uma mudança de rumo e agora cobra, dia após dia, o desfecho oposto. O CDS de cinco anos, que mede o risco de calote do país, saltou 26% na segunda-feira, a 151,7 pontos, a Bolsa perdeu R$ 734 bilhões em valor de mercado em um único dia, o Citi e a BCA Research rebaixaram os ativos brasileiros e o Morgan Stanley projeta que a queda pode chegar a 20% a 30%, o que o Ibovespa já cumpriu em boa medida. A próxima semana traz o Copom, na quarta-feira (4), com a Selic em 13,75% ao ano e a inflação em 4,62% em 12 meses.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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