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Ibovespa dispara 2,97% a 177.866 pontos, maior nível desde maio

Inflação de 0,16% em junho, mínima desde outubro, reforça apostas num corte de 0,25 ponto na Selic em agosto



O Ibovespa encerrou nesta sexta-feira (10) em alta expressiva de 2,97%, fechando a 177.866,37 pontos na máxima do dia, com praticamente todas as ações no azul. É o patamar mais alto desde 21 de maio, quando o índice havia superado os 178 mil pontos durante o pregão. Na mínima da sessão, o índice marcou 172.760,66 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,17 bilhões.


O catalisador da alta foi o IPCA de junho, divulgado pelo IBGE nesta manhã: a inflação subiu 0,16% no mês, após alta de 0,58% em maio, a leitura mensal mais baixa desde outubro, quando o índice havia avançado 0,09%. O dado reacendeu as apostas de que o Copom cortará a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, marcada para 4 e 5 de agosto, levando a taxa básica de 14,25% para 14,00% ao ano.


O cenário externo também contribuiu para o ambiente positivo, com o barril do petróleo Brent a US$ 76, a promessa de retomada das negociações entre EUA e Irã na próxima semana e a ausência de novos ataques americanos ao Irã durante a madrugada desta sexta reduzindo o prêmio de risco geopolítico que havia pressionado os mercados ao longo da semana.


Com o resultado desta sexta, o Ibovespa acumulou alta de 2,18% na semana, a terceira consecutiva com sinal positivo, e avança 3,40% em julho. O índice permanece, porém, cerca de 10% abaixo dos recordes históricos acima de 198 mil pontos de meados de abril, e a sustentabilidade da recuperação depende de confirmação do corte da Selic em agosto, de algum avanço nas negociações entre EUA e Irã que estabilize o petróleo e de uma decisão sobre as tarifas americanas ao Brasil, cujo prazo vence em 15 de julho.

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