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Ibovespa dispara mais de 2% com pesquisa mostrando Flávio Bolsonaro à frente de Lula

Índice sobe para a faixa dos 171.300 pontos, revelando forte correlação entre expectativa de derrota de Lula e apetite por risco no mercado



O Ibovespa disparava para a faixa dos 171.300 pontos por volta das 14h desta sexta-feira (21), avanço de mais de 2% em relação ao fechamento de quinta-feira, quando o índice havia terminado a 167.927,15 pontos. O movimento acompanha a divulgação da pesquisa Veritá, que colocou o senador Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula num eventual segundo turno das eleições de outubro.


A reação do mercado é um termômetro que vem se repetindo ao longo das últimas semanas: sempre que pesquisas eleitorais sinalizam maior probabilidade de derrota de Lula, a bolsa brasileira avança com força; o movimento inverso também se confirma, com o índice recuando nos momentos em que cenários favoráveis à reeleição do petista ganham força. Essa correlação direta entre expectativa eleitoral e apetite por risco tem um detalhe estrutural: a maior parte dessas movimentações é puxada pelo capital estrangeiro, que historicamente responde por cerca de 60% do volume negociado na B3, o que amplia tanto a volatilidade quanto a sensibilidade do índice a qualquer sinalização sobre o rumo político do país.


Flávio Bolsonaro anuncia novos nomes para a equipe econômica


Em paralelo à repercussão da pesquisa, a campanha de Flávio Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira a chegada de sete novos integrantes à sua equipe econômica, reforçando o grupo já formado pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, e pelo ex-ministro Adolfo Sachsida. Os novos nomes reúnem experiência no setor público, no mercado financeiro e na academia, e passarão a colaborar tanto na elaboração de propostas técnicas quanto na apresentação dessas ideias a setores produtivos e na coleta de sugestões de especialistas externos.


"O nosso papel é mais do que simplesmente apontar os desafios do país e os erros do governo do PT. É formar um time que, liderado pelo Flávio, resolva os problemas das pessoas e apresente soluções concretas e realistas", explicou Daniella Marques sobre os critérios usados na escolha dos novos integrantes. Adolfo Sachsida complementou destacando o foco do grupo: "Os novos nomes irão colaborar no plano econômico, com propostas sólidas e que possam mudar a rota da economia do país, que atualmente está presa na perigosa combinação de juros altos, endividamento e comprometimento das contas públicas."


Entre os nomes que passam a integrar a equipe estão Alexandre Messa, doutor em economia pela USP e pesquisador do Ipea, com passagens pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, pelo Ministério da Economia e pela Camex; Alexandre Ywata, PhD em Estatística pela Northwestern University e engenheiro pelo ITA, que já foi diretor do Ipea, presidente da Caixa Participações e secretário no Ministério da Economia; Andrei Spacov, PhD em Economia pela Universidade da Califórnia em Berkeley, com 22 anos de atuação no mercado financeiro em política monetária e fiscal; e Arilton Teixeira, PhD em Economia pela Universidade de Minnesota, especialista em finanças internacionais, finanças corporativas e crescimento econômico.


Completam o grupo Eduardo Cavendish Carvalho, pós-graduado em valuation pela FGV e formado pelo Insper, com atuação em assessoria de investimentos e mercado de capitais; Myrian Prado, mestre em Economia e Mercados pelo Mackenzie, que já trabalhou no Ministério da Economia e participou de projetos como a privatização da Eletrobras e o Novo Marco do Saneamento; e Vladimir Kühl Teles, doutor em Economia pela UnB com pós-doutorado em Harvard, professor da FGV e ex-secretário adjunto de Política Econômica do Ministério da Economia.


Segundo Adolfo Sachsida, a missão do grupo será justamente enfrentar os três problemas que ele descreveu como centrais para a economia brasileira: os juros elevados, o endividamento crescente e a deterioração das contas públicas. As propostas do plano de governo de Flávio Bolsonaro estão organizadas em nove eixos temáticos, que incluem economia, infraestrutura, educação, saúde, segurança pública e cumprimento da Constituição — áreas que a campanha já vinha detalhando desde a apresentação do documento "Para o Brasil Vencer o Atraso" no início do mês.



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