Lula liga para Trump e atua para reverter a classificação de PCC e CV como organizações terroristas
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Petista afirma que facções "não se confundem" com terrorismo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente Donald Trump nesta sexta-feira (21), numa ligação que durou uma hora e 20 minutos e que, segundo o Palácio do Planalto, transcorreu em "tom amistoso e cordial". Entre os temas abordados esteve a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, oficializada pelos Estados Unidos em 5 de junho — medida que o governo petista vem tentando desde então minar, sob o argumento, agora repetido diretamente ao presidente Trump, de que "grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas."
A tentativa de Lula de relativizar perante o próprio governo americano uma designação que os EUA já tornaram oficial há mais de dois meses expõe uma contradição difícil de disfarçar. O petista que, na mesma ligação, informou ao presidente Donald Trump sobre uma suposta apreensão de R$ 17 bilhões em ativos ligados a facções e sobre a estratégia de 'asfixiar financeiramente a criminalidade' parece, ao mesmo tempo, empenhado em esvaziar o instrumento internacional que classifica essas mesmas organizações pelo que elas de fato são — redes armadas que controlam territórios, impõem tributos ilegais à população e mantêm capacidade bélica comparável ou até mesmo superior à de grupos já reconhecidos globalmente como terroristas.


