Indústria brasileira recua 1,8% em junho e acumula segundo mês consecutivo de queda
- Núcleo de Notícias

- há 3 horas
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Resultado é pior do que o esperado por analistas

A produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho na comparação com maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo IBGE, encerrando o segundo trimestre com o segundo mês consecutivo de perdas. O resultado foi bem pior do que a expectativa de retração de 0,8% por parte de analistas do setor.
A indústria havia começado o ano com resultados relativamente positivos, sustentada principalmente pelo desempenho da indústria extrativa e do segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis. Em junho, porém, foi exatamente esse último grupo que puxou a queda, com recuo de 5,9% no mês, marcando o segundo mês seguido de retração e acumulando perda de 11,8% no período. Também pesaram negativamente produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,0%), confecção de vestuário e acessórios (-11,0%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis caíram 4,1% em junho sobre maio, bens de consumo duráveis recuaram 3,2%, e bens de capital e bens intermediários tiveram quedas de 1,1% cada, configurando uma desaceleração generalizada e não restrita a um único segmento.
O resultado de junho é consistente com o PMI industrial de julho divulgado na semana passada, que já havia caído a 47,5, o pior nível desde fevereiro, com novas encomendas registrando a maior queda em três anos. Analistas atribuem a desaceleração aos impactos da política monetária restritiva, com a Selic em 14,25% ao ano. O Banco Central anuncia nesta quarta-feira sua decisão de juros, com o mercado precificando corte de 0,25 ponto percentual, mas os dados fracos da indústria colocam pressão adicional sobre o Copom.



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