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Inflação deve ultrapassar teto da meta até julho de 2026, aponta mercado financeiro

Cenário econômico expõe persistência inflacionária acima do limite



As expectativas do mercado financeiro indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses permanecerá acima do teto da nova meta de inflação, fixado em 4,50%, até julho de 2026. Essa conclusão é sustentada pelas medianas do Sistema Expectativas de Mercado, que embasam o relatório Focus do Banco Central.


O modelo de meta contínua, em vigor a partir de 2025, considera o IPCA acumulado em 12 meses dentro do intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. Caso a inflação ultrapasse esses limites por seis meses consecutivos, o Banco Central será considerado como tendo descumprido a meta.


Segundo as projeções, o IPCA acumulado para janeiro deve fechar em 4,52%, após uma revisão impulsionada pelo resultado acima do esperado do IPCA-15, que avançou 0,11%. O índice deve seguir em alta nos meses seguintes, chegando a 5,52% em junho de 2026, confirmando a quebra da meta.


Os analistas preveem que somente em julho de 2026 o índice acumulado em 12 meses retornará ao teto de 4,50%, caindo para 4,46% no mês seguinte, dentro do intervalo de tolerância.


Essa trajetória de inflação, associada ao novo regime de metas, reflete o desafio de controlar os preços em um cenário de inflação persistente, amplificado por políticas que dificultam a estabilização.

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