Irã acusa Ucrânia de atacar navio comercial iraniano no Mar Cáspio e matar um marinheiro
- Núcleo de Notícias

- há 6 horas
- 2 min de leitura
Chanceler Araghchi diz que incidente "não pode ficar sem resposta"

O chanceler iraniano Abbas Araghchi acusou neste domingo (26) a Ucrânia de ter atacado um navio comercial iraniano no Mar Cáspio, matando um marinheiro e ferindo outro, e advertiu que o incidente "não pode ficar sem resposta."
O Irã afirmou que o ataque resultou numa explosão a bordo da embarcação. O chanceler Araghchi disse ter levantado o episódio em ligações com a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, e com o chanceler russo Sergei Lavrov, culpando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pelo ataque, sem fornecer detalhes adicionais sobre o navio, sua localização exata ou o momento em que o incidente ocorreu.
O chanceler Sergei Lavrov, em declaração publicada no site do Ministério das Relações Exteriores russo, expressou condolências pela morte do marinheiro e disse que Araghchi agradeceu às autoridades locais da região russa de Astracã, de onde a embarcação havia partido, pelo auxílio prestado à tripulação, "e ressaltou a necessidade de pôr fim a tais aventuras do regime de Kiev." A declaração russa também registrou que Abbas Araghchi informou Lavrov sobre os "esforços diplomáticos em curso visando a desescalada das tensões no Oriente Médio."
A acusação iraniana contra a Ucrânia é politicamente significativa por várias razões. O Mar Cáspio é uma região onde Rússia e Irã compartilham fronteiras marítimas e interesses estratégicos, e um ataque ucraniano a um navio iraniano nessas águas representaria uma expansão geográfica do conflito ucraniano-russo para além das fronteiras habituais. Kiev não havia comentado imediatamente as acusações, e o chanceler Abbas Araghchi não apresentou evidências públicas que corroborem a versão iraniana. O incidente ocorre num momento em que o Irã já está engajado em conflito com os EUA no Estreito de Ormuz e os houthis atacam instalações sauditas no Mar Vermelho, adicionando mais uma frente à turbulência geopolítica global.




Comentários