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Irã ameaça atacar infraestrutura energética americana e israelense em retaliação a possíveis novos ataques

Embaixada americana em Jordânia aconselha cidadãos a considerar deixar o Oriente Médio



O Irã ameaçou neste sábado (1) retaliar eventuais ataques americanos ou israelenses com bombardeios contra instalações energéticas críticas dos Estados Unidos na região e contra infraestrutura crítica israelense, segundo a agência de notícias Tasnim, afiliada ao Estado iraniano. Um alto funcionário de segurança afirmou que as forças armadas iranianas têm "capacidade e vontade" de executar os planos, classificando os relatos de mídia americana sobre possíveis ataques à infraestrutura iraniana como "uma espécie de loucura."


A ameaça chegou horas após a Casa Branca afirmar que o presidente Donald Trump "não ficará de braços cruzados permitindo esse comportamento terrorista" e que "o Irã continuará pagando até que venha à mesa de negociações da forma que o presidente Trump considera significativa." A embaixada americana na Jordânia emitiu alerta no sábado recomendando que americanos no Oriente Médio "considerem partir", citando que "o regime iraniano é imprevisível, como demonstrado por suas recentes decisões de atacar áreas da região sem aviso ou provocação, além de expandir os ataques para áreas não visadas anteriormente, como o Egito." O aviso também alertou que instalações diplomáticas americanas fora do Oriente Médio podem ser visadas, e que americanos em todo o mundo devem permanecer vigilantes.


O secretário de Estado Marco Rubio foi direto sobre a diferença que o presidente Trump representa para o Irã. "Não acho que o regime iraniano já tenha enfrentado um presidente como Trump, alguém que realmente age. Eles se acostumaram, por 20 ou 30 anos, não apenas com os EUA, mas com o mundo em geral, a deixá-los agir impunemente com mentiras, quebra de acordos e enganação."


A combinação de ameaças iranianas à infraestrutura energética americana, alerta de evacuação da embaixada na Jordânia e Casa Branca sinalizando que a pressão continuará até que o Irã negocie de forma séria sugere que o conflito que completou cinco meses está longe de um desfecho diplomático. Com o Brent acima de US$ 87, o Estreito de Ormuz com tráfego mínimo, os houthis bloqueando o Mar Vermelho e agora ameaças iranianas ao Canal de Suez e à infraestrutura energética americana na região, a escala geográfica e estratégica do conflito continua se expandindo.



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