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J.D. Vance cancela viagem à Suíça para conversas com o Irã e Israel ataca mais de 80 alvos do Hezbollah no Líbano

Suíça confirma adiamento das negociações técnicas entre EUA, Irã, Qatar e Paquistão em Bürgenstock



O vice-presidente JD Vance cancelou os planos de viajar à Suíça nesta sexta-feira para participar da próxima rodada de conversas técnicas com o Irã, e o Ministério das Relações Exteriores suíço confirmou o adiamento das negociações entre Estados Unidos, Irã, Qatar e Paquistão que estavam programadas para ocorrer em Bürgenstock. "Os planos para as próximas conversas técnicas não foram finalizados, e a delegação americana esteve preparada para partir na primeira oportunidade disponível. Mas a logística dessas negociações nunca foi simples ou previsível. A partir de agora, o vice-presidente não parte esta noite", disse porta-voz da Casa Branca.


O cancelamento ocorre num momento em que o teatro libanês volta a esquentar perigosamente. O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira que atacou mais de 80 alvos do Hezbollah no sul do Líbano e no Vale do Bekaa, eliminando dezenas de terroristas após quatro soldados israelenses terem sido mortos em combate no sul do Líbano, incluindo um comandante de batalhão. "Em resposta às violações repetidas do cessar-fogo pela organização terrorista Hezbollah, o IDF atacou dois centros de comando do Hezbollah no Vale do Bekaa enquanto terroristas operavam dentro deles", disse o exército israelense em comunicado. O IDF acrescentou que durante os ataques "dezenas de terroristas do Hezbollah operando nos centros de comando foram eliminados."


A combinação de conversas técnicas adiadas em Bürgenstock com Israel intensificando as operações no Líbano é o cenário que o próprio presidente Trump havia tentado evitar ao pedir a Netanyahu que não retaliasse ataques do Hezbollah para não comprometer o processo diplomático com o Irã. A lógica do memorando de entendimento assinado no domingo previa o fim das operações militares em "todas as frentes, incluindo o Líbano", mas Israel deixou claro desde o início que não se considera parte do memorando e que manterá liberdade de ação contra ameaças que considera relevantes.


A Suíça mantém sua disponibilidade para facilitar as negociações e informou que os preparativos no Bürgenstock continuam. A questão que a semana que vem precisará responder é se o adiamento é logístico, como a Casa Branca sugere, ou se o escalonamento israelense no Líbano e as tensões remanescentes entre Washington e Teerã sobre os termos do memorando estão criando obstáculos mais fundamentais ao processo de 60 dias de negociações nucleares que o acordo previa iniciar imediatamente após a assinatura.



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