Juros reais no Brasil permanecem entre os mais altos do mundo, pressionados pela política fiscal do PT
- Núcleo de Notícias

- 24 de jan.
- 2 min de leitura
Análise aponta que taxas elevadas de longo prazo decorrem principalmente de riscos domésticos, com necessidade urgente de reformas para restaurar confiança

As taxas de juros reais de longo prazo no Brasil continuam posicionadas entre as mais elevadas globalmente, aproximando-se dos níveis históricos mais altos observados no país. Essa realidade persiste mesmo diante de um cenário internacional marcado por desaceleração da inflação e relaxamento das políticas monetárias em diversas economias. O problema possui raízes profundas no cenário doméstico, com ênfase na dinâmica fiscal instável.
A sustentabilidade da dívida pública depende de quatro variáveis principais: resultado primário, crescimento econômico, nível de endividamento e taxa real de juros. Entre 2022 e 2026 a ausência de superávits primários consistentes levou a um aumento de aproximadamente 10 pontos percentuais na relação dívida/PIB. Esse desequilíbrio reflete rigidez orçamentária, falta de disposição política para reformas estruturais e deterioração da previsibilidade institucional, incluindo incertezas sobre segurança jurídica e limites institucionais.
O elevado juro real surge como consequência, e não como causa, da percepção de risco fiscal pelos investidores. Em um mundo onde o capital se torna mais escasso devido a fragmentação geopolítica, envelhecimento populacional e demandas por investimentos em tecnologia e defesa, a previsibilidade e a confiança assumem papel central. O Banco Central do Brasil não pode —nem deve— intervir para garantir a sustentabilidade da dívida, pois isso comprometeria o compromisso com a meta de inflação.
A insistência em atribuir ao BC a responsabilidade exclusiva pela redução estrutural dos juros reais representa um erro de diagnóstico. A crise fiscal atual é parcialmente amortecida por fatores externos transitórios, como diversificação de fluxos de capitais e dólar mais fraco, mas esses elementos não oferecem solução duradoura. Sem a reconstrução de credibilidade por meio de regras fiscais críveis, maior estabilidade institucional e redução da vulnerabilidade externa, o prêmio de risco exigido pelos investidores permanecerá elevado. A trajetória da dívida pode se tornar insustentável sem mudanças significativas, reforçando a urgência de priorizar liberdade econômica, contenção de gastos e eliminação de interferências estatais excessivas que inibem o crescimento privado.
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