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Lula diz no debate da Globo que vai “acabar com a polícia e deixar o território livre”

há 2 minutos
2 min de leitura

Declaração soma-se à atuação do petista para impedir a classificação do CV e do PCC como organizações terroristas e deixar o Brasil fora do Escudo das Américas



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, no debate da TV Globo na noite de sexta-feira (23), que seu governo, caso seja reeleito, vai “acabar com a polícia”. A declaração veio quando o petista comentava as propostas para a segurança pública e o combate ao crime organizado, em resposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Ele [Flávio] quer entregar pro Trump cuidar daqui. Eu quero cuidar aqui. Aprovada a PEC da Segurança, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública e aí você vai ver o governo acabar com a polícia e deixar o território livre", disse.


Pelo contexto, o presidente criticava a ideia, que atribui ao adversário, de classificar as facções brasileiras como organizações terroristas. A campanha do petista e aliados do governo sustentam que houve “erro de concordância” ou “construção retórica mal interpretada”, e que Lula pretendia dizer que o governo vai "acabar com a impunidade".


Flávio Bolsonaro usou a declaração no próprio debate para criticar a política de segurança do governo Lula, e a fala foi capturada pelas equipes do senador e se espalhou nas redes sociais em poucos minutos. O que Lula pensa é subjetivo, o que ele disse não é: o presidente da República afirmou, ao vivo e em rede nacional, que o governo vai “acabar com a polícia e deixar o território livre”. A frase foi dita por quem comanda o país e pede mais quatro anos, num tema, a segurança, que pesquisas apontam como a principal preocupação do eleitor.


A gafe reforça a imagem de um candidato desgastado na reta final. Lula defende a PEC da Segurança, que prevê o Ministério da Segurança Pública e a integração das forças, e se opõe à classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas, posição que o governo mantém mesmo depois de 14 países da região terem sancionado os dois grupos na coalizão Escudo das Américas, da qual o Brasil não faz parte. O presidente chegou a admitir, na entrevista à TV Globo, que as duas facções “só querem dinheiro”.


O segundo turno é neste domingo (25), e as pesquisas mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente. Com a votação a menos de 24 horas, o debate encerrou a fase de confrontos diretos entre os candidatos, e a frase sobre a polícia tende a ser lembrada como um dos trechos mais repercutidos do embate.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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