Megaoperação mira esquema bilionário no setor de combustíveis envolvendo o Grupo Refit
- Núcleo de Notícias

- 27 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Ação deflagrada em seis unidades da federação reúne mais de 600 agentes e aponta prejuízo de R$ 26 bilhões ao erário

Autoridades estaduais e federais deflagraram, na manhã desta quinta-feira (27), uma das maiores operações já realizadas contra fraudes no setor de combustíveis. A ação, batizada de Poço de Lobato, mobilizou mais de 600 agentes das polícias civis e militares, além de promotores do Ministério Público, auditores da Receita Federal e equipes das secretarias da Fazenda de São Paulo. Ao todo, 190 alvos ligados ao Grupo Refit e a empresas do ramo foram atingidos pela ofensiva, que cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal. Segundo as investigações, os suspeitos integrariam uma organização criminosa especializada em crimes tributários, lavagem de dinheiro e fraudes associadas ao comércio de combustíveis.
O esquema teria usado fintechs, fundos de investimento e uma rede de companhias interligadas para mascarar movimentações financeiras e evitar o pagamento de tributos. Essa engenharia financeira é semelhante à identificada na operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que já havia exposto o uso de estruturas sofisticadas para dificultar o rastreamento do dinheiro. De acordo com o Governo de São Paulo, o prejuízo causado aos cofres públicos estaduais e federal chega a R$ 26 bilhões, valor que reflete anos de evasão tributária e manobras envolvendo transações interestaduais simuladas. As autoridades determinaram o bloqueio de mais de R$ 10 bilhões de todos os integrantes do grupo econômico investigado, medida que busca impedir a dispersão dos recursos enquanto o caso avança.
As apurações revelaram que empresas ligadas aos investigados atuavam como interpostas para evitar o pagamento de ICMS devido ao Estado de São Paulo, repetindo infrações fiscais e simulando operações entre companhias do mesmo conglomerado. A prática incluía venda fictícia de combustíveis entre estados distintos, permitindo que o grupo acumulasse vantagens indevidas enquanto o imposto deixava de ser recolhido. O dinheiro gerado pelas irregularidades era reinvestido em imóveis, negócios e ativos financeiros por meio de fundos estruturados, estratégia que dificultava a rastreabilidade e garantia a continuidade das operações ilegais.
A operação expõe que o uso de estruturas financeiras sofisticadas para mascarar crimes fiscais tem se tornado cada vez mais frequente, exigindo respostas firmes do Estado para evitar que esquemas desse porte continuem drenando bilhões de reais do orçamento público e distorcendo toda a cadeia produtiva.
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Carlos Dias.
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