Mercado Açucareiro em Ascensão: Preços Globais Reagem à Revisão da Safra Brasileira
- Núcleo de Notícias

- 23 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Bolsas internacionais registram alta após Conab reduzir estimativa de produção no Centro-Sul do Brasil
O mercado global de açúcar experimentou uma nova onda de valorização nesta sexta-feira (23), com os preços do adoçante apresentando elevação significativa nas principais bolsas internacionais. Este movimento ascendente consolida os ganhos observados nas sessões anteriores, que já haviam registrado um aumento próximo a 1,5%.
Na praça londrina, o cenário era de otimismo. Por volta das 8h40, horário de Brasília, o contrato para outubro de 2024 era negociado a US$ 520,30 por tonelada, representando um acréscimo de US$ 8,20. Outros vencimentos também exibiram incrementos: dezembro de 2024 atingiu US$ 507,80/t (+US$ 5,50), março de 2025 alcançou US$ 502,90/t (+US$ 5,30), e maio de 2025 chegou a US$ 501,00/t (+US$ 5,50).
O mercado nova-iorquino não ficou para trás. O contrato de outubro de 2024 avançou 0,34 centavos, sendo cotado a 18,19 centavos por libra-peso. Março de 2025 subiu 0,32 centavos, atingindo 18,49 cents/lbp. O vencimento de março de 2025 ganhou 0,28 centavos, chegando a 17,84 cents/lbp, enquanto julho registrou alta de 0,24 centavos, alcançando 17,44 cents/lbp.
A escalada nos preços do açúcar ganhou impulso adicional após a divulgação do mais recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O documento trouxe uma revisão para baixo na projeção da produção açucareira brasileira em comparação com as estimativas de abril.
De acordo com a agência governamental, a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil para a safra 2024/25 foi ajustada para 42 milhões de toneladas, uma redução em relação à previsão anterior de 42,7 milhões de toneladas. A Conab atribui esta diminuição à queda na produtividade dos canaviais, consequência direta das condições climáticas adversas, caracterizadas por períodos de seca e ondas de calor intenso.
Esta reavaliação da safra brasileira, maior produtor mundial de açúcar, tem repercutido de forma expressiva no mercado internacional, influenciando as expectativas dos investidores e impulsionando os preços do adoçante em escala global.




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