Michelle Bolsonaro publica nota sobre discordância ao apoio do PL a Ciro Gomes e dirige-se aos enteados após repercussão
- Núcleo de Notícias

- 2 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Ex-primeira-dama rejeita aliança com o ex-governador do Ceará e afirma que não pode apoiar quem atacou duramente Jair Messias Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou público, na madrugada desta terça-feira (2), um posicionamento mais detalhado sobre o desconforto causado pela articulação do Partido Liberal no Ceará, que busca aproximação com o ex-governador Ciro Gomes com vistas às eleições de 2026. A manifestação ocorreu após declarações do senador Flávio Bolsonaro, do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, que repercutiram a crítica feita pela ex-primeira-dama durante evento em Fortaleza.
No texto, publicado em seus stories no Instagram, Michelle Bolsonaro afirmou que não pretende responder diretamente aos enteados, embora respeite o posicionamento de cada um deles. A ex-primeira-dama reiterou que tem o direito de expor discordâncias políticas, especialmente quando envolvem figuras que, em suas palavras, dirigiram ataques ofensivos e injustos a Jair Messias Bolsonaro. Segundo ela, seria impossível apoiar um movimento que envolvesse alguém que tratou o ex-presidente como “genocida” e que sempre agiu com hostilidade contra sua família.
Michelle Bolsonaro declarou que sua intervenção ocorreu mais no papel de esposa e mãe do que como figura pública. Para ilustrar sua posição, comparou a aproximação com Ciro Gomes a uma troca entre Stalin e Lenin, reforçando sua rejeição a alianças que busquem utilizar o ex-governador como alternativa ao PT no estado. Na avaliação da ex-primeira-dama, Ciro Gomes nunca representou valores alinhados ao campo conservador e sempre atuou como adversário de Jair Messias Bolsonaro.
A ex-primeira-dama também afirmou que esposas têm o "papel natural de alertar seus maridos quando percebem equívocos", destacando que essa dinâmica é comum em qualquer casamento. Para ela, o episódio ocorrido em Fortaleza foi uma reação de proteção, motivada pelos ataques que Ciro Gomes dirigiu à sua família nos últimos anos.
Na parte final da mensagem, Michelle Bolsonaro pediu perdão aos enteados pela divergência política, enfatizando que seu objetivo é o mesmo de todos: defender o legado do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, a quem chamou de maior líder que o Brasil já teve. Em sequência ao texto, ela compartilhou uma série de vídeos reunindo episódios em que Ciro Gomes atacou o ex-presidente.
A repercussão da crítica de Michelle ao movimento do PL levou o senador Flávio Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro a comentarem o caso. O senador Flávio Bolsonaro, em declaração ao portal Metrópoles, afirmou que Michelle “atropelou” o ex-presidente ao se posicionar contra a aliança antes mesmo de uma definição partidária mais ampla no Ceará. Para ele, a forma como a ex-primeira-dama se manifestou teria sido dura com o deputado André Fernandes, que atua na articulação estadual.
O episódio começou durante um evento em Fortaleza, no domingo (30), quando Michelle Bolsonaro rejeitou a aliança e declarou apoio ao senador Eduardo Girão, que concorrerá ao Governo do Ceará em 2026. Para a ex-primeira-dama, não seria possível apoiar alguém que não compartilha dos valores defendidos pela direita e que atuou reiteradamente contra Jair Messias Bolsonaro.
O vereador Carlos Bolsonaro reforçou, na rede X, o posicionamento do senador Flávio Bolsonaro, defendendo que o grupo político deve permanecer unido sob a liderança do ex-presidente. Carlos Bolsonaro afirmou que também prefere o nome de Eduardo Girão para o Ceará, mas ressaltou que decisões estratégicas devem seguir a orientação de Jair Messias Bolsonaro.
Na mesma linha, o deputado federal Eduardo Bolsonaro avaliou que a postura de Michelle foi injusta com o deputado André Fernandes, alegando que ele apenas seguiu uma diretriz estabelecida pelo ex-presidente. Eduardo Bolsonaro declarou que, independentemente da avaliação sobre o acordo no Ceará, não seria correto responsabilizar André Fernandes por cumprir determinações internas do partido.
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