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Minuta do acordo EUA-Irã deve incluir reabertura imediata do Estreito e liberação de US$ 25 bilhões em ativos

Alto funcionário iraniano detalha termos finais do acordo; informações não são confirmadas por Washington



A minuta final do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã abrangeria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial, o levantamento do bloqueio naval americano aos portos iranianos, restrições ao programa nuclear de Teerã e a liberação de ativos iranianos congelados, segundo alto funcionário iraniano citado pela imprensa internacional.


Pelos supostos termos propostos, Washington não imporá novas sanções ao Irã até que um acordo final seja alcançado e suspenderá as sanções relacionadas ao petróleo, permitindo que Teerã venda petróleo durante período determinado. Os Estados Unidos facilitarão a liberação de US$ 25 bilhões em ativos iranianos atualmente congelados por meio de transferências diretas, cooperação com países da região e estabelecimento de linhas de crédito financeiro.


No âmbito nuclear, o Irã concordaria em não produzir nem adquirir armas nucleares e em manter o status quo nuclear, incluindo não enriquecer urânio nem expandir instalações, até que um acordo definitivo seja firmado ao longo de 60 dias de negociações. Os Estados Unidos aceitaria que o Irã dilua seu estoque de urânio altamente enriquecido dentro do próprio país, com o processo a ser concluído durante as discussões posteriores.


Pontos de divergência persistem. O Irã quer cobrar pedágios no Estreito de Ormuz, enquanto Washington defende reabertura imediata e sem taxas. O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que a questão nuclear será tratada numa segunda fase das negociações, enquanto o presidente Trump apresentou o acordo como garantia de que Teerã "jamais obterá uma arma nuclear."


Israel declarou não fazer parte das negociações e sinalizou que manterá liberdade de ação contra ameaças que considera relevantes.


O presidente Trump havia anunciado neste sábado que o acordo seria assinado neste domingo, com o Estreito sendo aberto "imediatamente" após a assinatura. O Irã contestou o prazo mas não descartou assinatura nos próximos dias. Para os mercados globais, a formalização do memorando pode desencadear queda relevante do petróleo, que tem oscilado entre US$ 85 e US$ 100, e uma recuperação do Ibovespa, que acumula perda de 13% desde os recordes de abril. A normalização do Estreito de Ormuz, por onde transitava um quinto do petróleo e gás natural liquefeito mundial antes do conflito, seria o evento econômico mais significativo de 2026.



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