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Moraes manifesta defesa ao contrato de R$ 130 milhões com o Master: "direito a exercer a profissão"

há 1 dia
2 min de leitura

Defesa não aborda apontamento da PF de que o próprio Moraes editou o contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master



O ministro Alexandre de Moraes apresentou, na noite de segunda-feira (14), manifestação ao presidente do STF, Edson Fachin, defendendo o contrato de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, de sua família. A defesa chega na véspera do julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário da Corte decidirá se abre ou não investigação formal contra Moraes com base no conteúdo das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro.


Na peça apresentada ao ministro Fachin, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que sua esposa e seus dois filhos, todos advogados, têm direito a exercer a profissão como qualquer outro profissional da área. "O relatório faz falsas conjecturas sobre o contrato legalmente existente entre o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados e o Banco Master. Minha mulher e meus dois filhos são advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão, sempre com respeito à legislação e à ética. Importante relembrar que jamais atuei em qualquer caso envolvendo o escritório Barci de Moraes", escreveu o ministro.


O relatório da PF que será analisado pelos ministros nesta terça registra 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes nas semanas anteriores à primeira prisão do banqueiro e à liquidação do Master, nas quais o empresário buscava aconselhamento e apoio do ministro para tentar reverter as duas medidas.


O ministro Alexandre de Moraes também contestou a interpretação dada pela PF ao contrato, argumentando que, no momento em que se encontrou com Vorcaro num hotel no interior de São Paulo, e quando sua esposa fechou o acordo com o banco, o empresário ainda não era conhecido publicamente como alguém envolvido em fraudes. "No momento da contratação do escritório Barci de Moraes pelo Banco Master não existia nenhuma investigação criminal e o referido banco mantinha contratos com inúmeros escritórios, e grandes verbas de publicidade e patrocínio com empresas de mídia", afirmou o ministro.


A manifestação, porém, não aborda diretamente um dos pontos mais delicados do relatório: o apontamento da PF de que o próprio ministro Moraes teria editado o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de sua esposa — atuação que, segundo a investigação, já foi admitida pela própria banca de advocacia.


O ministro também negou a existência de um segundo contrato entre o escritório Barci de Moraes e a Viking, empresa ligada a Daniel Vorcaro, classificando as afirmações da PF sobre esse ponto como uma "farsa". "Com ilações absolutamente falsas, o relatório indica a existência de uma segunda contratação, que jamais existiu. Inexistiu segundo contrato ou qualquer outro vínculo do escritório Barci de Moraes com o banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer das empresas ligadas a eles", escreveu.


Leia a o documento apresentado pelo ministro:




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