OFENSIVA IMINENTE: EUA enviam o USS Gerald R. Ford ao Oriente Médio e ampliam pressão sobre o Irã
- Núcleo de Notícias

- há 11 horas
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Deslocamento do maior porta-aviões da Marinha americana reforça presença estratégica em meio às negociações nucleares

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos determinou o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford do Caribe para o Oriente Médio, em movimento que eleva a presença militar americana na região em meio às tensões com o regime iraniano. A decisão coloca dois porta-aviões norte-americanos em operação simultânea na área, ampliando a capacidade de dissuasão de Washington enquanto seguem as negociações envolvendo o programa nuclear de Teerã.
O USS Gerald R. Ford, considerado o mais moderno e maior porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, vinha operando no Caribe após ter atuado anteriormente na Europa. Segundo autoridades americanas, o deslocamento até o Oriente Médio deve levar ao menos uma semana. A embarcação se juntará ao USS Abraham Lincoln, que já se encontra na região acompanhado por destróieres de mísseis guiados, aeronaves de combate e sistemas de vigilância.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia sinalizado nos últimos dias que avaliava o envio de um segundo porta-aviões caso não houvesse avanço concreto nas tratativas com o Irã. Em declarações recentes, afirmou que um acordo ainda pode ser fechado no próximo mês, mas advertiu que a alternativa seria um cenário de forte escalada. A estratégia da Casa Branca combina pressão militar e tentativa de solução diplomática, deixando claro que a margem para negociação é limitada.
A embarcação possui propulsão nuclear e capacidade para operar mais de 75 aeronaves, incluindo caças F-18 Super Hornet e aeronaves de alerta antecipado E-2 Hawkeye. O navio também conta com sistemas avançados de radar e controle de tráfego aéreo, ampliando significativamente a projeção de poder dos Estados Unidos em regiões estratégicas.
O envio do USS Gerald R. Ford ocorre em meio ao impasse com o regime iraniano, que insiste em manter seu programa de enriquecimento de urânio e rejeita discussões sobre seu arsenal de mísseis balísticos. O aumento da presença naval americana no Oriente Médio funciona como instrumento de pressão direta sobre Teerã, reforçando a disposição de Washington em reagir caso as negociações fracassem.




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