Ouro alcança novo patamar histórico acima de US$ 4.800 por onça, impulsionado por tensões geopolíticas
- Núcleo de Notícias

- 23 de jan.
- 2 min de leitura
Metal precioso registra alta expressiva em meio a incertezas e demanda contínua por ativos de proteção

O preço do ouro fechou em alta significativa nos contratos futuros com vencimento em fevereiro, alcançando US$ 4.837,50 por onça, marcando o primeiro rompimento definitivo acima de US$ 4.800 na história do ativo. Essa cotação representa um avanço de 1,50% no dia 21 de janeiro de 2026, refletindo a busca incessante de investidores por proteção diante de um ambiente de instabilidade internacional. O metal, tradicionalmente visto como reserva de valor em períodos de turbulência, beneficiou-se da percepção de risco elevado, mesmo com uma leve realização de lucros que o afastou das máximas intradiárias.
As movimentações recentes no mercado foram fortemente influenciadas pelo posicionamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos. Embora o mandatário americano tenha moderado o tom em relação à possível aquisição da Groenlândia — descartando, por ora, intervenção militar e sinalizando abertura para negociações —, as declarações iniciais sobre proteção exclusiva pelos EUA e possíveis retaliações comerciais mantiveram a atenção dos participantes. Essa postura gerou atritos com a União Europeia, que respondeu congelando avanços no acordo comercial bilateral, aprofundando o desgaste nas relações transatlânticas. Tais tensões comerciais e territoriais alimentam a aversão ao risco, direcionando capitais para o ouro como hedge contra eventuais escaladas.
A demanda estrutural por ouro continua intensa, com destaque para as compras realizadas por bancos centrais. O Banco Central da Polônia, que liderou as aquisições globais em 2025, anunciou planos para elevar suas reservas para 700 toneladas. Essa tendência de acumulação por instituições oficiais reforça o suporte de longo prazo ao preço, independentemente de flutuações de curto prazo ligadas a eventos específicos.
Investidores observam que o rali do ouro em 2026 já acumula ganhos expressivos, com o metal superando os 70% de valorização desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump em janeiro de 2025. Esse desempenho contrasta com a volatilidade em outros ativos e reforça o papel do ouro como diversificador em carteiras expostas a riscos geopolíticos e econômicos. Apesar do recuo parcial na retórica agressiva, o cenário permanece incerto, com potenciais desdobramentos na Groenlândia e nas negociações comerciais entre EUA e Europa capazes de impulsionar novas altas.
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