Santander (SANB11) inicia temporada de balanços com maior lucro trimestral desde 2021
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Resultado recorde no trimestre demonstra resiliência do banco em meio à desaceleração da atividade econômica

O Santander (SANB11) encerrou o quarto trimestre de 2025 com o melhor desempenho trimestral dos últimos quatro anos, evidenciando uma recuperação operacional consistente mesmo em um ambiente econômico marcado por juros elevados e desaceleração do crédito. O banco registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões entre outubro e dezembro, superando levemente as projeções do mercado e consolidando um avanço anual relevante em sua rentabilidade.
No acumulado do ano, o lucro chegou a R$ 15,6 bilhões, crescimento de 12,6% em relação a 2024, sustentando seu desempenho por meio de maior eficiência operacional e diversificação das fontes de receita.
A rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) permaneceu em 17,6%, praticamente estável na comparação anual. Embora o indicador confirme a recuperação do banco, ele também reflete os limites impostos por um cenário de crédito comprimido, no qual o custo do dinheiro reduz a demanda por financiamentos, eleva inadimplência e pressiona o desempenho.
A receita do Santander no quarto trimestre somou R$ 21,086 bilhões. O número representa recuo em relação ao mesmo período do ano anterior, mas mostra reação frente ao trimestre imediatamente anterior. As receitas provenientes de serviços, como cartões, seguros e administração de recursos, assumiram papel central na sustentação do resultado, compensando parcialmente a queda da margem financeira.
A margem financeira bruta recuou na comparação anual, mesmo com crescimento da margem com clientes. Esse movimento evidencia que, apesar de maior disciplina na precificação e no mix de produtos, o ambiente macroeconômico segue desfavorável à expansão do crédito tradicional. A resposta do banco foi intensificar o controle de custos, com redução de despesas operacionais e racionalização do quadro de pessoal, além do uso crescente de tecnologia para ganho de produtividade.
A carteira de crédito alcançou R$ 708 bilhões ao final de 2025, com crescimento concentrado em operações de financiamento ao consumo, pequenas e médias empresas e instrumentos do mercado de capitais. Por outro lado, houve retração nas concessões para pessoas físicas e grandes empresas, sinalizando cautela diante do risco econômico e da menor capacidade de absorção de crédito por parte dos agentes mais sensíveis aos juros.
A deterioração do cenário econômico do Brasil também se refletiu na inadimplência, que encerrou o ano em 3,7%, acima dos níveis observados em 2024. O aumento confirma a pressão sobre famílias e empresas em um panorama de custo elevado do crédito.



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