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Pesquisa Gerp: Flávio Bolsonaro abre 5,6 pontos sobre Lula no 2º turno com 44,7% contra 39,1%

Senador também lidera o primeiro turno com 35% contra 34% de Lula; petista é o mais rejeitado com 48% contra 42% do pré-candidato do PL



O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 44,7% das intenções de voto contra 39,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventual segundo turno das eleições presidenciais de outubro, segundo pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (9). A vantagem de 5,6 pontos percentuais está fora da margem de erro de 2,24 pontos, configurando liderança consolidada do senador no cenário mais decisivo da disputa.


O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 2 e 5 de junho, com nível de confiança de 95,55%, registrado no TSE sob o número BR-01792/2026. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto ao custo de R$ 20.000.


No primeiro turno, o empate técnico persiste: Flávio Bolsonaro aparece com 35% e Lula com 34%, diferença de 1 ponto dentro da margem de erro de 2,58 pontos. O padrão é consistente com o que outras pesquisas vêm mostrando: o campo conservador não consegue definir o primeiro turno, mas o senador tende a ampliar a vantagem no segundo, quando o eleitorado se consolida em torno de dois nomes.


A rejeição é o dado que mais prejudica o atual presidente. Lula lidera o índice de rejeição com 48% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, contra 42% que rejeitam Flávio Bolsonaro. A diferença de 6 pontos na rejeição é estruturalmente relevante numa disputa polarizada: com praticamente o mesmo patamar de intenções no primeiro turno, o candidato com menor rejeição tende a absorver melhor os votos dos candidatos eliminados no segundo.


A pesquisa captura o período imediatamente após a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, obtida por Flávio Bolsonaro em visita a Washington, e os desdobramentos das tarifas americanas sobre produtos brasileiros, momento em que o senador apareceu como principal interlocutor do Brasil com a Casa Branca enquanto o governo Lula atacava o secretário de Estado americano Marco Rubio publicamente.



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