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Petróleo sobe 2,9% com cessar-fogo ameaçado e Brent volta a US$ 104 após semana de queda

Reversão apaga parte da queda semanal de 6% registrada na semana passada com expectativa de acordo que não veio



Os preços do petróleo fecharam em alta de quase 3% nesta segunda-feira, revertendo parte da queda acumulada na semana passada, após o presidente Donald Trump declarar que o cessar-fogo com o Irã está "respirando por aparelhos" e deixar claro que a proposta iraniana de paz foi integralmente rejeitada. O Brent fechou em alta de US$ 2,92, ou 2,88%, para US$ 104,21 por barril, com máxima de US$ 105,99 na sessão. O WTI americano encerrou a US$ 98,07, avanço de US$ 2,65, ou 2,78%, tendo tocado US$ 100,37 na máxima do dia.


Na semana passada, ambos os índices haviam recuado cerca de 6% alimentados pela esperança de que a resposta iraniana à proposta americana abrisse caminho para um acordo iminente. A rejeição do presidente Trump ao documento iraniano no domingo desfez esse otimismo e trouxe de volta o prêmio de risco que havia sido parcialmente retirado dos preços. O Brent que encerrou abril acima de US$ 120 e havia recuado para a faixa de US$ 100 na expectativa de acordo voltou a operar em patamar que reflete a perspectiva de conflito prolongado.


O documento que Teerã enviou via mediadores paquistaneses foi descrito pelo presidente Donald Trump como "estúpido" e "um lixo que eu nem terminei de ler." Além de não abordar as exigências nucleares centrais dos Estados Unidos, o Irã apresentou condições próprias que incluíam compensação pelos danos de guerra, soberania sobre o Estreito de Ormuz, fim do bloqueio naval, garantias contra novos ataques, levantamento de sanções e permissão para exportar petróleo livremente. A lista de exigências iranianas é essencialmente incompatível com a posição americana, o que explica a rejeição imediata.


Com o cessar-fogo descrito pelo próprio presidente americano como estando "mais fraco do que nunca", o Estreito de Ormuz segue praticamente fechado e sem perspectiva clara de normalização. Para os mercados globais, a semana começa com o mesmo quadro que tem dominado os pregões desde meados de abril: petróleo volátil, negociações sem conclusão e o risco real de retomada dos bombardeios que Trump prometeu seriam "maiores, melhores e mais fortes do que qualquer coisa já vista."



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