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PIB e inflação devem ser afetados pela tragédia no RS, diz Fecomercio

Fecomercio destaca problemas com logística e encarecimento dos alimentos

Uva gaúcha: ameaçada pelas enchentes


A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) estima que os efeitos da tragédia no Rio Grande do Sul devem prejudicar sensivelmente a economia, com aumento da inflação e queda do Produto Interno Bruto (PIB).


Segundo a entidade, as frutas regionais, o arroz e os produtos derivados do leite deverão ser os alimentos mais impactados pela crise, que afetará também o sistema de logística de insumos e a distribuição de alimentos para o resto do país.


“O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do país. Embora pouco mais de 80% da safra tenha sido colhida, ainda não dá para saber se os estoques foram atingidos ou quanto da parcela restante foi perdida”, ressaltou a Fecomercio.


Na visão da entidade, os alagamentos afetarão de forma drástica a logística, prejudicando o escoamento de frutas tradicionais da região gaúcha, como uva, pêssego e maçã. 


“A criação de gado para produção de leite, que deve ser impactada com a perda de vacas e pasto, além da ingestão, por esses animais, de água sem qualidade, em razão das condições atuais do local”, apontou a Fecomercio.


PIB deve ser afetado pela crise humanitária


A entidade finalizou sua análise da conjuntura, apontando que o PIB nacional poderá ser fortemente impactado com a paralisação das atividades econômicas no Rio Grande do Sul.


“A tragédia de Brumadinho, menor e mais localizada, provocou uma queda de 0,2% no Produto Interno do Brasileiro (PIB, soma de bens e de serviços produzidos no país) em 2019, mais de R$ 20 bilhões em valores atuais. No Rio Grande do Sul, é muito provável, infelizmente, que os danos causados tenham impacto ainda maior para o PIB nacional”, concluiu.

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