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PL sinaliza apoio ao fim da escala 6x1 em alinhamento com o governo Lula

Discurso de oposição desmorona enquanto a bancada libera votos e endossa pautas relevantes ao Palácio do Planalto



O Partido Liberal voltou a demonstrar, na prática, um comportamento distante do discurso oposicionista que costuma adotar em público. Segundo declarações do líder da sigla na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a maioria da bancada deve votar a favor do fim da escala 6x1, uma das bandeiras populistas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta emplacar a proposta ainda no primeiro semestre como ativo político para 2026.


Ao admitir que o partido deve liberar a bancada para votar, o deputado Sóstenes Cavalcante confirmou que não haverá orientação contrária clara, o que, na política real, equivale a abrir caminho para que o governo avance sem resistência organizada. O parlamentar chegou a afirmar que a maioria deve votar favoravelmente, ainda que com o discurso protocolar de que a medida “não resolve o problema”, uma tentativa pouco convincente de posar como crítico enquanto colabora com a aprovação.


Embora tenha feito ressalvas retóricas ao modelo defendido pelo governo e por partidos de esquerda, alegando que formatos engessados prejudicam o mercado de trabalho e defendendo o pagamento por hora trabalhada, o líder do PL não apresentou qualquer linha de enfrentamento concreta. Na prática, a postura é a de quem aceita o avanço da agenda petista enquanto tenta preservar uma aparência de discordância técnica.


O próprio deputado Sóstenes Cavalcante minimizou o potencial eleitoral da proposta, afirmando que o trabalhador estaria mais interessado em produzir do que em mudanças na escala semanal. Ainda assim, isso não impediu o partido de, mais uma vez, caminhar ao lado do governo. O episódio se soma a outros recentes, como o apoio majoritário do PL ao programa Gás do Povo e a votações favoráveis ao aumento de salários de servidores da Câmara dos Deputados, medidas que ampliam gastos públicos e reforçam a lógica de um Estado inchado.


Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula diretamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e mobiliza ministros como Gleisi Hoffmann e Guilherme Boulos para transformar o fim da escala 6x1 em vitrine eleitoral, o PL se limita a observar e liberar votos. O governo, por sua vez, defende a adoção de uma escala 5x2, a redução da jornada semanal para 40 horas e até a possibilidade de baixar para 36 horas, ignorando os impactos sobre produtividade, custos e informalidade.


O movimento do PL demonstra conveniência política, cálculo pequeno e falta de coragem para sustentar uma oposição coerente. Ao votar com o governo Lula em pautas estruturais, o partido ajuda a legitimar um projeto intervencionista, enquanto tenta enganar sua base com discursos vazios. É cinismo, falsidade política em estado puro e uma demonstração clara de que parte da oposição prefere o conforto do sistema ao enfrentamento real.


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