Protesto termina em ataque à sede do Partido Comunista em cidade de Cuba
- Núcleo de Notícias

- há 7 horas
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Manifestantes protestaram contra escassez de alimentos e cortes de energia em Morón, em meio à crise provocada pelo regime comunista

Manifestantes contrários ao regime atacaram, na madrugada deste sábado, um escritório do Partido Comunista de Cuba na cidade de Morón, localizada na região central de Cuba. O episódio ocorreu após uma manifestação popular motivada pela grave crise energética e pela escassez de alimentos que afeta a população da ilha.
O protesto teve início na noite de sexta-feira, quando moradores se reuniram para denunciar os frequentes apagões e as dificuldades crescentes para obter produtos básicos. Inicialmente, a mobilização ocorreu de forma pacífica, mas a tensão aumentou durante a madrugada.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um incêndio de grandes proporções nas proximidades de um prédio ligado ao partido que controla o país há décadas. Nos vídeos, também é possível ver pessoas arremessando pedras contra as janelas do edifício enquanto gritam palavras de ordem como “liberdade”.
A cidade de Morón fica na costa norte do país, a cerca de 400 quilômetros da capital Havana, próxima ao destino turístico de Cayo Coco.
O episódio reflete o crescente nível de insatisfação popular diante das condições de vida impostas pelo regime comunista cubano. Há décadas, a população enfrenta racionamento, escassez de alimentos, colapso energético e restrições severas às liberdades civis.
Protestos públicos em Cuba são raros devido ao forte aparato de repressão estatal mantido pelo regime. Ainda assim, episódios recentes indicam que o descontentamento social vem aumentando à medida que a crise econômica se agrava.
Para muitos cubanos, manifestações como a ocorrida em Morón representam uma forma legítima de resistência diante de um sistema político que há décadas concentra poder nas mãos do Estado e mantém grande parte da população em condições de pobreza, com acesso limitado a recursos básicos e oportunidades de prosperidade.
A situação evidencia os efeitos prolongados de um modelo econômico centralizado que tem produzido escassez, pobreza e crescente deterioração das condições de vida na ilha.




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