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Real Time Big Data: 78% dos eleitores que não votaram no primeiro turno dizem que não devem comparecer no segundo

há 4 horas
2 min de leitura

Pesquisa aponta que só 22% dos eleitores que faltaram ao primeiro turno consideram votar de novo, e outros 78% dizem que não devem comparecer



Apenas 22% dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno afirmam que consideram votar no segundo, segundo pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (8). Entre os ausentes, 40% dizem que certamente não votarão novamente, e outros 38% que provavelmente também ficarão em casa. Somados, quatro em cada cinco entrevistados desse grupo indicam que devem repetir a abstenção na votação de 25 de outubro.


Em 4 de outubro, 21,08% do eleitorado deixou de comparecer, o equivalente a cerca de 33,4 milhões de pessoas, o maior índice em uma eleição presidencial desde 1998. A dimensão desse grupo contrasta com o placar do primeiro turno: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos, e Lula, 45,16%, ou 53,9 milhões. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, de modo que o contingente de ausentes é cerca de 15 vezes maior que a vantagem do senador. Qualquer movimento relevante desse público, para qualquer lado, teria capacidade de alterar o resultado.


É por isso que a mobilização de quem ficou em casa se tornou uma das frentes da disputa. Pela lógica da corrida, o presidente, que terminou o primeiro turno atrás nas urnas e vem perdendo terreno nas pesquisas de segundo turno, precisaria de um comparecimento expressivo de novos eleitores para reverter o cenário. Os dados do Real Time, porém, apontam na direção oposta: a imensa maioria dos ausentes não demonstra disposição de voltar à votação, o que torna esse reservatório difícil de converter em votos para qualquer dos dois candidatos.


A pesquisa não perguntou em quem os ausentes votariam caso decidissem comparecer, de modo que não é possível dizer qual candidato se beneficiaria de um eventual aumento da participação. O levantamento mostra apenas o tamanho da resistência: o desafio de levar o eleitor de volta às urnas pesa sobre as duas campanhas, mas é especialmente relevante para quem depende de ampliar o número de votantes para virar o jogo.


O Real Time Big Data entrevistou 1.600 pessoas nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%. Os números acima se referem ao grupo de 400 entrevistados que não votaram no primeiro turno.



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