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Rússia, Estados Unidos e Ucrânia preparam nova rodada de negociações para 1º de fevereiro

Kremlin confirma continuidade do diálogo iniciado em Abu Dhabi, mas impasses territoriais seguem como principal obstáculo a um acordo



Representantes da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia devem voltar à mesa de negociações no próximo domingo, 1º de fevereiro, dando sequência às conversas trilaterais iniciadas na semana passada. A informação foi confirmada nesta quarta-feira pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que afirmou que a data ainda é tratada como uma estimativa operacional, mas já orienta o planejamento das delegações envolvidas.


A primeira rodada de diálogos ocorreu em Abu Dhabi e marcou a primeira vez que Moscou, Washington e Kiev participaram simultaneamente de negociações diretas desde o início do conflito. As reuniões se estenderam por dois dias e, embora tenham sido classificadas como produtivas pelas partes, não houve divulgação de detalhes concretos sobre eventuais avanços, reforçando a avaliação de que o processo ainda está em estágio inicial.


Segundo Peskov, o início dos contatos diretos foi visto pelo governo russo como um passo positivo, uma vez que colocou em discussão uma série de temas considerados complexos e centrais para qualquer tentativa de encerramento do conflito. Ainda assim, tanto russos quanto americanos e ucranianos reconhecem que as disputas territoriais continuam sendo o principal entrave para um acordo.


A posição de Moscou permanece inalterada. O governo russo sustenta que um acordo duradouro só será possível se a Ucrânia retirar suas tropas das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporozhy. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já descartou publicamente qualquer concessão territorial.


Antes do encontro em Abu Dhabi, o principal assessor do presidente Vladimir Putin, Yury Ushakov, afirmou que a Rússia mantém a iniciativa no campo de batalha e que alcançará seus objetivos por meios militares caso não haja uma solução diplomática viável. A declaração reforça o cenário de pressão contínua sobre Kiev e indica que as negociações ocorrem em paralelo a uma dinâmica militar ainda ativa.


A expectativa para a reunião de fevereiro é moderada, com reconhecimento generalizado de que, apesar da retomada do diálogo, as divergências centrais seguem longe de uma solução consensual.


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