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Santiago Peña anuncia renúncia à presidência do Paraguai em meio ao colapso do Ueno Bank

há 2 horas
2 min de leitura

Presidente é alvo de denúncia no Ministério Público por causa do banco que tinha R$ 4,6 bilhões em depósitos públicos



O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que vai renunciar ao cargo, em meio a uma crise política desencadeada pelo fechamento do banco digital Ueno e ao avanço de um processo de impeachment contra ele e o vice, Pedro Alliana. Segundo a imprensa paraguaia, a saída precisa ser aceita pelo Congresso, que deverá convocar uma sessão para analisar o pedido.


A crise começou na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai iniciou a liquidação do Ueno Bank, pertencente ao Grupo Vázquez, após constatar déficit nos índices de solvência, ligado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas. A instituição fechou as portas, deixando sem acesso às contas cerca de 3 milhões de clientes. O banco concentrava aproximadamente US$ 850 milhões, cerca de R$ 4,6 bilhões, em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social (IPS).


O episódio gerou protestos e colocou o governo sob forte pressão. A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central. O presidente foi acionista do grupo controlador até março de 2025, embora tenha dito que nunca teve vínculo com o banco em si. Segundo títulos relacionados no noticiário, o partido governista declarou apoio ao impeachment, Peña foi denunciado ao Ministério Público no caso já apelidado pela imprensa local de “Caso Master paraguaio” e o presidente do Banco Central também deixou o cargo.


Antes do anúncio, Peña escreveu no X que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções, e promulgou uma lei para que os poupadores recuperem o dinheiro em menos tempo. Ele pediu que os setores políticos coloquem “o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”.


Carlos Dias, FRSA. Assine o Rumo News!
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