Secretário de Guerra dos EUA alerta a Europa e a Ásia: "O tempo de andar de carona acabou"
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Pete Hegseth afirma que nações que se beneficiam do Estreito de Ormuz precisam "entrar num barco" e que o conflito "é muito mais a luta deles do que a nossa"

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, entregou nesta sexta-feira no Pentágono um recado direto e sem rodeios aos aliados europeus e asiáticos: décadas de proteção americana gratuita chegaram ao fim, e quem mais depende do Estreito de Ormuz deveria parar de fazer "conferências sofisticadas" na Europa e se engajar militarmente.
"A América e o mundo livre merecem aliados que sejam capazes, que sejam leais, e que entendam que ser aliado não é uma via de mão única. É uma via de mão dupla", disse o secretário Hegseth. "Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam do Estreito de Ormuz muito mais do que nós, e talvez queiram começar a fazer menos discursos e ter menos conferências sofisticadas na Europa e entrar num barco. Este é muito mais o combate deles do que o nosso."
O presidente Donald Trump havia criticado os aliados da OTAN repetidamente ao longo das últimas semanas, chegando a sugerir que os Estados Unidos poderiam deixar o bloco em consequência da postura passiva dos europeus. O secretário de Guerra coloca o argumento em termos práticos: se uma imensa parcela de petróleo e do gás que abastece a Europa passa pelo Estreito de Ormuz, o ônus de garantir essa rota não deveria recair exclusivamente sobre os contribuintes americanos.
O timing da declaração é calculado. Com planejadores militares de mais de 30 países reunidos em Londres para discutir formas de desbloquear o Estreito, e com França e Reino Unido anunciando uma "missão multinacional para proteger a liberdade de navegação assim que as condições permitirem", o secretário Pete Hegseth está sinalizando que anúncios e conferências não substituem navios de guerra.




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