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Setor público fecha fevereiro com déficit de R$ 16,4 bi; rombo nominal acumulado em 12 meses passa de R$ 1 trilhão

O governo central foi o principal responsável pelo resultado negativo, com déficit primário de R$ 29,507 bilhões



O Banco Central divulgou nesta terça-feira (31) os dados fiscais de fevereiro que confirmam a trajetória de deterioração das contas públicas brasileiras. O setor público consolidado, que inclui governo central, estados, municípios e estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras, registrou déficit primário de R$ 16,388 bilhões no mês.


O governo central foi o principal responsável pelo resultado negativo, com déficit primário de R$ 29,507 bilhões, segundo a metodologia do Banco Central. O desempenho foi parcialmente compensado pelo bom resultado dos estados, que tiveram superávit de R$ 10,741 bilhões, e dos municípios, com saldo positivo de R$ 2,945 bilhões, totalizando R$ 13,686 bilhões de superávit combinado para os governos regionais. As empresas estatais contribuíram negativamente com déficit de R$ 568 milhões.


O número que mais preocupa, porém, está no resultado nominal, que considera também o pagamento dos juros da dívida pública. O setor público consolidado registrou déficit nominal de R$ 100,589 bilhões em fevereiro, piora em relação aos R$ 97,226 bilhões negativos do mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o déficit nominal já soma R$ 60,527 bilhões, equivalente a 2,93% do PIB. Mas o dado mais expressivo é o acumulado em 12 meses: R$ 1,090 trilhão, ou 8,48% do PIB. O Brasil gasta, em termos nominais, mais de R$ 1 trilhão além do que arrecada num período de doze meses.


Com a Selic em 14,75% ao ano e o Banco Central sinalizando que os juros permanecerão elevados por mais tempo em função da guerra no Oriente Médio e das pressões inflacionárias dela decorrentes, o componente de juros da dívida seguirá pesando sobre o resultado nominal ao longo de 2026. A dívida pública, que saltou de R$ 8,64 trilhões para R$ 8,84 trilhões apenas entre janeiro e fevereiro, continuará crescendo enquanto o custo de carregamento permanecer elevado e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistir em expandir gastos em ano eleitoral sem contrapartida estrutural de corte de despesas.



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