Trump afirma que acordo de paz na Ucrânia está próximo, mas impasses territoriais seguem sem solução
- Núcleo de Notícias

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Após reunião na Flórida com Volodymyr Zelensky, presidente dos Estados Unidos diz que negociações avançaram como nunca, embora pontos centrais do conflito ainda permaneçam em aberto

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia estão próximas da conclusão, após uma reunião realizada na Flórida com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo ambos, houve avanços significativos em torno de um plano de paz com 20 pontos, embora questões sensíveis, como disputas territoriais, termos de cessar-fogo e a aprovação interna na Ucrânia, ainda não tenham sido resolvidas.
Os presidentes Trump e Zelensky falaram com a imprensa após o encontro no resort de Mar-a-Lago, descrevendo semanas de negociações que envolveram representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia, da União Europeia e da OTAN. De acordo com o presidente norte-americano, o nível de progresso alcançado nas últimas semanas supera qualquer tentativa anterior de mediação desde o início do conflito, ainda que os ajustes finais dependam da superação de alguns entraves considerados críticos.
O presidente Donald Trump ressaltou que as conversas se intensificaram ao longo do último mês e alertou que o desfecho positivo depende da resolução de poucos, porém complexos, pontos de desacordo. Para ele, o processo é delicado e exige cautela, mas os avanços acumulados indicam que um acordo está ao alcance.
O presidente Volodymyr Zelensky corroborou a avaliação, afirmando que as equipes negociadoras já chegaram a um consenso em grande parte da estrutura do acordo. Segundo o presidente ucraniano, cerca de 90% do plano de 20 pontos estaria alinhado entre as partes, resultado de um esforço diplomático contínuo que envolveu múltiplas rodadas de conversas em diferentes países.
O líder ucraniano informou que as negociações ocorreram ao longo de várias semanas, com reuniões em cidades como Genebra, Miami, Berlim e Palm Beach, incluindo encontros em Mar-a-Lago. De acordo com ele, as delegações norte-americana e ucraniana trabalharam de forma coordenada para construir uma base comum para um eventual acordo de paz, com participação ativa de autoridades europeias e da OTAN. Após a reunião na Flórida, líderes internacionais teriam participado de uma ligação conjunta para discutir os próximos passos.
Apesar do avanço, a questão territorial segue como o principal obstáculo. O status da região de Donbas permanece sem consenso, com posições divergentes entre Ucrânia e Rússia. O presidente Donald Trump observou que o fator tempo pode ser decisivo, alertando que prolongar as negociações pode resultar em novas perdas territoriais para Kiev à medida que o conflito continua no campo de batalha.
O presidente Zelensky destacou que qualquer acordo definitivo precisará respeitar a legislação ucraniana e refletir a vontade da população. Segundo ele, decisões sobre território não podem ser impostas unilateralmente e podem exigir aprovação do Parlamento ou até mesmo a realização de um referendo nacional.
O presidente Donald Trump, por sua vez, reiterou o desejo de encerrar o conflito o quanto antes, citando o elevado número de mortes. O presidente dos Estados Unidos afirmou que pesquisas indicam forte apoio popular ao fim da guerra e classificou o nível de baixas humanas como o mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial, reforçando a urgência de uma solução negociada.
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Carlos Dias.
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