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Trump afirma que acordo de paz na Ucrânia está próximo, mas impasses territoriais seguem sem solução

Após reunião na Flórida com Volodymyr Zelensky, presidente dos Estados Unidos diz que negociações avançaram como nunca, embora pontos centrais do conflito ainda permaneçam em aberto



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que as negociações para encerrar a guerra na Ucrânia estão próximas da conclusão, após uma reunião realizada na Flórida com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Segundo ambos, houve avanços significativos em torno de um plano de paz com 20 pontos, embora questões sensíveis, como disputas territoriais, termos de cessar-fogo e a aprovação interna na Ucrânia, ainda não tenham sido resolvidas.


Os presidentes Trump e Zelensky falaram com a imprensa após o encontro no resort de Mar-a-Lago, descrevendo semanas de negociações que envolveram representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia, da União Europeia e da OTAN. De acordo com o presidente norte-americano, o nível de progresso alcançado nas últimas semanas supera qualquer tentativa anterior de mediação desde o início do conflito, ainda que os ajustes finais dependam da superação de alguns entraves considerados críticos.


O presidente Donald Trump ressaltou que as conversas se intensificaram ao longo do último mês e alertou que o desfecho positivo depende da resolução de poucos, porém complexos, pontos de desacordo. Para ele, o processo é delicado e exige cautela, mas os avanços acumulados indicam que um acordo está ao alcance.


O presidente Volodymyr Zelensky corroborou a avaliação, afirmando que as equipes negociadoras já chegaram a um consenso em grande parte da estrutura do acordo. Segundo o presidente ucraniano, cerca de 90% do plano de 20 pontos estaria alinhado entre as partes, resultado de um esforço diplomático contínuo que envolveu múltiplas rodadas de conversas em diferentes países.


O líder ucraniano informou que as negociações ocorreram ao longo de várias semanas, com reuniões em cidades como Genebra, Miami, Berlim e Palm Beach, incluindo encontros em Mar-a-Lago. De acordo com ele, as delegações norte-americana e ucraniana trabalharam de forma coordenada para construir uma base comum para um eventual acordo de paz, com participação ativa de autoridades europeias e da OTAN. Após a reunião na Flórida, líderes internacionais teriam participado de uma ligação conjunta para discutir os próximos passos.


Apesar do avanço, a questão territorial segue como o principal obstáculo. O status da região de Donbas permanece sem consenso, com posições divergentes entre Ucrânia e Rússia. O presidente Donald Trump observou que o fator tempo pode ser decisivo, alertando que prolongar as negociações pode resultar em novas perdas territoriais para Kiev à medida que o conflito continua no campo de batalha.


O presidente Zelensky destacou que qualquer acordo definitivo precisará respeitar a legislação ucraniana e refletir a vontade da população. Segundo ele, decisões sobre território não podem ser impostas unilateralmente e podem exigir aprovação do Parlamento ou até mesmo a realização de um referendo nacional.


O presidente Donald Trump, por sua vez, reiterou o desejo de encerrar o conflito o quanto antes, citando o elevado número de mortes. O presidente dos Estados Unidos afirmou que pesquisas indicam forte apoio popular ao fim da guerra e classificou o nível de baixas humanas como o mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial, reforçando a urgência de uma solução negociada.


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