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Trump ameaça atacar "qualquer local" onde o Irã cogite desenvolver capacidade nuclear

21 de jul.
2 min de leitura

Presidente americano diz que danos causados ao Irã levarão "20 a 25 anos para se recuperar" e avisa que os EUA "não estão indo embora amanhã"



O presidente Donald Trump advertiu nesta terça-feira (21) que os Estados Unidos atacarão qualquer instalação onde o Irã esteja "sequer pensando" em desenvolver capacidades nucleares, reiterando a postura de tolerância zero com o programa atômico iraniano.


"Qualquer local onde estejam sequer pensando em nuclear, vamos atingi-lo com muita, muita força", disse Trump na Casa Branca. O presidente também fez uma avaliação sobre o alcance dos danos causados ao Irã ao longo de mais de oito semanas de conflito: "Ninguém sabe, exceto os iranianos, os danos que causamos a eles. Causamos danos que levarão 20, 25 anos para se recuperar. Então, se fôssemos embora amanhã, teríamos tido um grande sucesso. Mas não estamos indo embora amanhã."


A declaração do presidente Donald Trump sobre os danos nucleares iranianos é consistente com o que o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) vem relatando desde o início da Operação Epic Fury em 28 de fevereiro: as instalações nucleares iranianas soterradas sob as montanhas de granito foram atingidas pelos B-2, o urânio altamente enriquecido foi destruído ou deslocado e o programa que levaria décadas para reconstruir foi degradado de forma significativa. A ameaça de atacar "qualquer local onde estejam sequer pensando em nuclear" vai além da destruição de instalações físicas existentes e entra no território da dissuasão preventiva permanente, sinalizando que os EUA não apenas destruíram o programa atual mas pretendem impedir qualquer tentativa futura de reconstrução.


Com mais de oito noites consecutivas de ataques americanos ao Irã, dois militares americanos mortos na Jordânia, o memorando de entendimento formalmente suspenso por ambas as partes e os houthis declarando bloqueio naval à Arábia Saudita, a afirmação de Trump de que os EUA "não estão indo embora amanhã" sinaliza que o conflito entrou numa fase de presença militar prolongada no Oriente Médio sem horizonte de saída definido.



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