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Trump anuncia cessar-fogo com o Irã e diz que "quase todos os pontos de contencioso" foram acordados

Acordo mediado pelo primeiro-ministro do Paquistão suspende bombardeios americanos e operações iranianas; ministro das Relações Exteriores do Irã confirma passagem segura pelo Estreito de Ormuz



O presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira um cessar-fogo bilateral com o Irã por um período de duas semanas, suspendendo os bombardeios americanos e as operações militares iranianas após 37 dias de guerra que sacudiram a economia global, bloquearam o Estreito de Ormuz e desmantelaram sistematicamente a capacidade militar do regime de Teerã. O acordo foi mediado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e pelo marechal de campo Asim Munir, que pediram ao presidente americano que adiasse a ofensiva prevista para esta noite.


"Com base em conversas com o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, e em que eles solicitaram que eu retivesse a força destrutiva sendo enviada esta noite ao Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA E SEGURA do Estreito de Hormuz, concordo em suspender o bombardeio e ataque ao Irã por um período de duas semanas. Isso será um CESSAR-FOGO BILATERAL!", escreveu Donald Trump no Truth Social.


O chefe da Casa Branca afirmou que o cessamento das hostilidades se justifica porque os objetivos militares foram "cumpridos e superados" e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão "muito avançadas." "Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que é uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de contencioso passados foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", escreveu o presidente Donald Trump.


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Araghchi, confirmou o cessar-fogo do lado iraniano e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz. "Se os ataques contra o Irã forem suspensos, nossas Poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas", disse em comunicado. O chanceler iraniano acrescentou que "navios que transitam pelo Estreito de Ormuz terão passagem segura", a declaração mais concreta que Teerã fez desde o início da guerra sobre a rota pela qual passa um quinto do petróleo mundial.


A abertura do Estreito era a condição central imposta pelo presidente Donald Trump para qualquer suspensão das operações militares. O líder americano havia ameaçado nesta manhã que "uma civilização inteira morreria esta noite" caso o regime não cedesse, e manteve o prazo das 20h do horário do leste americano como linha vermelha. A intervenção do Paquistão nas últimas horas, combinada com a proposta de 10 pontos apresentada pelo Irã, abriu a janela que Trump precisava para encerrar a ofensiva sem ceder nos pontos essenciais.


"Em nome dos Estados Unidos da América, como presidente, e também representando os países do Oriente Médio, é uma honra ter esse problema de longa data próximo da resolução. Obrigado pela sua atenção a este assunto! Presidente DONALD J. TRUMP", concluiu a postagem.


O cessar-fogo de duas semanas abre o período final de negociações para transformar o armistício em acordo permanente. Em 37 dias, a Operação Epic Fury e a Operação Roaring Lion destruíram a marinha iraniana, desmantelaram o programa de mísseis balísticos, eliminaram dezenas de altos comandantes incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária Islâmica e o comandante de sua marinha, além de neutralizar as instalações nucleares do regime. O Irã que chegou à mesa de negociação é militarmente irreconhecível em relação ao que iniciou o conflito em 28 de fevereiro, o que explica por que "quase todos os pontos de contencioso" foram acordados em tempo relativamente curto.


Para os mercados globais, o anúncio deve provocar uma reversão imediata nos preços do petróleo, que subiram mais de 50% desde o início da guerra. Para os consumidores, a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz significa o início do processo de normalização da cadeia de abastecimento energético que pressionou a inflação em praticamente todos os países do mundo nas últimas cinco semanas.



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