Trump avisa que Irã pode "deixar de existir" se EUA forem forçados a "completar o trabalho"
- Núcleo de Notícias
- há 10 horas
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Presidente americano anuncia novos ataques a depósitos de mísseis e drones iranianos e radares costeiros; escalada ameaça reverter queda do petróleo e pressionar bolsas globais na abertura de segunda-feira

O presidente Donald Trump advertiu que os Estados Unidos podem ser forçados a escalar as ações militares contra o Irã após uma nova rodada de ataques americanos contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz. "Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar depósitos de mísseis e drones iranianos, e sítios costeiros de radar, por violar o Acordo de Cessar-fogo, DE NOVO!", escreveu o presidente no Truth Social.
"Pode chegar um ponto em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a completar militarmente o trabalho que iniciamos com muito sucesso", acrescentou o presidente. "Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã não existirá mais!"
A declaração é uma das mais extremas que o presidente Donald Trump fez sobre o Irã desde o início do conflito em 28 de fevereiro, indo além da ameaça de retomada dos bombardeios para sinalizar que uma campanha americana definitiva poderia visar o colapso do próprio regime iraniano. O aviso chega depois de a IRGC ter atingido o tanque MT Kiku, de bandeira do Panamá, nas primeiras horas desta manhã, o terceiro navio comercial atacado em menos de 72 horas após o cargueiro Ever Lovely na quinta-feira e um tanque não identificado na sexta.
Para os mercados, a escalada desta semana ameaça reverter uma parte significativa do alívio que o acordo de paz havia gerado. O Brent havia caído de mais de US$ 93 para abaixo de US$ 74 ao longo da semana com a normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz e a licença de 60 dias para exportação de petróleo iraniano emitida pelo Tesouro americano. Se a IRGC continuar atacando navios e os EUA responderem com escalada crescente, o prêmio de risco geopolítico que havia sido descontado voltará rapidamente ao barril, podendo empurrar o Brent de volta para os US$ 90 ou além, dependendo da intensidade dos próximos eventos.
O Ibovespa, que havia conquistado uma recuperação tímida na semana com a perspectiva de paz, abre a segunda-feira diante de um cenário que pode desfazer boa parte do alívio recente. As ações da Petrobras, que pesam diretamente no índice, tendem a reagir positivamente a petróleo mais alto, mas o restante do mercado, que havia se beneficiado da queda do risco geopolítico, pode sofrer com a volta das incertezas sobre o fornecimento global de energia, a inflação e o espaço para cortes de juros. Com o Tesouro IPCA+ 2032 já renovando máximas históricas e o Brasil consolidado como maior juro real do mundo, qualquer deterioração adicional da conjuntura externa encontra um mercado doméstico com pouca margem para absorver novos choques.
