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Trump revela documentos sobre interferência chinesa em eleições americanas

Presidente diz que China obteve dados de eleitores americanos e formou unidade para explorar informações



O presidente Donald Trump discursou na quinta-feira (16) à nação sobre segurança eleitoral, anunciando a desclassificação de documentos de inteligência que, segundo ele, revelam "vulnerabilidades chocantes" relacionadas a "hacking, exploração e interferência estrangeira" nas eleições americanas. "Esta informação vital foi por muitos anos encoberta e escondida de vocês", disse o presidente Trump no discurso transmitido da Casa Branca, com a presença do vice-presidente J.D. Vance, do diretor do FBI Kash Patel, do secretário de Estado Marco Rubio e outros altos funcionários.


O presidente Donald Trump não afirmou que a China alterou votos ou resultados eleitorais, mas argumentou que Pequim conduziu uma campanha de influência para moldar a percepção pública americana. Segundo o ele, a China obteve dados de eleitores americanos como nomes, endereços, telefones e filiações partidárias e formou uma unidade dedicada a explorar essas informações. Trump afirmou que relatórios da CIA e da Agência de Segurança Nacional sobre a interferência chinesa foram mantidos fora de seus briefings presidenciais diários e que o Congresso também não foi notificado.


Os documentos foram publicados no site da Casa Branca durante o discurso e se concentram em quatro áreas: vulnerabilidades em sistemas eletrônicos de votação e contagem de votos, aquisição e exploração de dados de eleitores americanos pela China, investigação sobre o registro de eleitores em Michigan e não cidadãos em listas eleitorais estaduais. O Departamento de Segurança Interna informou a governos estaduais da Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia que uma revisão preliminar identificou mais de 256 mil potenciais não cidadãos nas listas eleitorais dos estados.


O presidente Trump convocou o diretor de inteligência nacional, o Departamento de Justiça, o FBI e a CIA a investigar e, se cabível, demitir e processar criminalmente os envolvidos em eventual encobrimento. Trump aproveitou o discurso para renovar o apelo pela aprovação do SAVE America Act, que exigiria comprovação de cidadania e identificação com foto para se registrar e votar em eleições federais.


A China negou todas as alegações. "A China sempre aderiu ao princípio da não interferência nos assuntos internos alheios. A eleição americana é um assunto interno dos EUA. A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais americanas", disse o porta-voz da embaixada chinesa Liu Chang.



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