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Arrecadação federal bate recorde em fevereiro; desempenho não esconde a péssima condução fiscal do governo Lula

Receita Federal registra melhor resultado da série histórica para o mês, mas governo segue entregando déficits e ampliando gastos, o que coloca em perspectiva o que o número realmente significa



A Receita Federal anunciou nesta terça-feira que a arrecadação do governo federal somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, alta real de 5,68% sobre o mesmo mês do ano anterior e o melhor resultado para fevereiro desde o início da série histórica, em 1995. No acumulado do primeiro bimestre, os cofres públicos receberam R$ 547,869 bilhões, crescimento de 4,41% acima da inflação em relação ao mesmo período de 2025, também recorde para o intervalo.


Os números impressionam à primeira vista, mas devem ser lidos com cautela. Uma arrecadação em expansão, num país com carga tributária entre as mais elevadas do mundo, não é sinal de saúde econômica. Pelo contrário: é reflexo de uma base tributária que cresce porque o Estado avança sobre uma fatia cada vez maior da renda de empresas e famílias. O Brasil ocupa posição de destaque global quando o assunto é a proporção do que o setor produtivo entrega ao governo, e esse patamar tem custos concretos sobre o investimento, a competitividade e o poder de compra da população.


O dado mais relevante para avaliar a gestão fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está na arrecadação, mas no que é feito com ela. Mesmo com receitas em nível recorde, o governo federal segue registrando déficits nas contas públicas, pressionado por uma estrutura de gastos desenfreados. O rombo em 2023 foi de R$ 230,535 bilhões; em 2024, R$ 11 bilhões e em 2025, R$ 61,7 bilhões.


Nesse contexto, o recorde de fevereiro deve ser lido com a frieza que o dado exige. Arrecadar mais não significa gastar melhor, e o histórico recente do governo federal indica que cada real adicional de receita tende a ser absorvido por novas despesas, sem que o equilíbrio das contas estruturais avance de forma consistente.



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