Boletim Focus aponta crescimento fraco e inflação resistente nos próximos anos da economia brasileira
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Projeções indicam atividade econômica limitada, juros elevados por longo período e inflação persistente até o fim da década

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)
INFLAÇÃO
As projeções para a inflação brasileira continuam indicando dificuldade de convergência mais rápida para níveis confortáveis ao longo dos próximos anos. Para 2026, a estimativa para o IPCA subiu para 4,10%, acima dos 3,91% projetados na semana anterior e também superior aos 3,95% estimados há quatro semanas.
Para 2027, a expectativa permanece em 3,80%, enquanto para 2028 o mercado mantém a projeção em 3,50%, patamar que permanece inalterado há 19 semanas. Já para 2029, a estimativa segue em 3,50% há 28 semanas.
No caso do IGP-M, a projeção para 2026 avançou para 3,40%, acima dos 3,19% registrados na semana passada. Há quatro semanas, a expectativa era de 3,86%. Trata-se da segunda elevação consecutiva do indicador.
Para 2027, a estimativa permanece em 4,00% pela quarta semana seguida. Já para 2028, a projeção está em 3,83%, enquanto para 2029 a expectativa segue em 3,73% há três semanas.
Entre os preços administrados dentro do IPCA, a projeção para 2026 avançou para 3,85%. Para 2027, a expectativa permanece em 3,74% pela segunda semana consecutiva. Para 2028, a estimativa segue em 3,50% há 16 semanas, enquanto para 2029 permanece em 3,50% há 35 semanas.
SELIC
As projeções para a taxa básica de juros indicam que o Brasil deve conviver com um cenário prolongado de juros elevados, refletindo as dificuldades em controlar a inflação e manter a estabilidade econômica.
Para o fim de 2026, a estimativa para a taxa Selic subiu para 12,25% ao ano, acima dos 12,13% projetados na semana anterior. O patamar também coincide com o registrado há quatro semanas, configurando a segunda alta consecutiva nas projeções.
Para 2027, a estimativa permanece em 10,50% ao ano, nível que vem sendo mantido há 57 semanas consecutivas. Já para 2028, a projeção segue em 10,00% há oito semanas seguidas.
Mesmo no horizonte mais distante, os juros continuam elevados. Para 2029, a expectativa permanece em 9,50% ao ano, patamar que permanece inalterado há 20 semanas.
PIB
As perspectivas para o crescimento da economia brasileira seguem sugerindo estagnação. Para 2026, a projeção de expansão do Produto Interno Bruto foi levemente revisada para 1,83%, acima dos 1,82% registrados na semana anterior e dos 1,80% projetados há quatro semanas.
Para 2027, a expectativa de crescimento permanece em 1,80%, patamar que se mantém inalterado há 11 semanas consecutivas.
Já para 2028, a projeção segue em 2,00% há impressionantes 105 semanas, sinalizando uma perspectiva de crescimento estruturalmente limitado. Para 2029, a estimativa também permanece em 2,00%, estável há 52 semanas.
CÂMBIO
No mercado cambial, as projeções indicam leve acomodação da taxa de câmbio no curto prazo, embora o dólar continue projetado em níveis relativamente elevados ao longo dos próximos anos.
Para 2026, a estimativa recuou para R$ 5,40, após R$ 5,41 na semana passada e R$ 5,50 há quatro semanas. Trata-se da quarta queda consecutiva nas projeções.
Para 2027, a expectativa também recuou, passando de R$ 5,50 para R$ 5,47.
Já para 2028, a projeção permanece em R$ 5,50 há cinco semanas consecutivas, enquanto para 2029 houve leve alta para R$ 5,51, após estimativa anterior de R$ 5,50.
Mesmo com pequenas oscilações semanais, as projeções sugerem que o real continuará enfrentando pressão estrutural no médio prazo.




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