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Boletim Focus indica estagnação prolongada e crescimento frágil até 2029

Projeções revelam economia presa a juros elevados, expansão tímida do PIB e inflação resistente ao alívio estrutural



O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

PIB


Para 2026, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto permanece em apenas 1,82%. Em 2027, a projeção segue inalterada em 1,80% há nove semanas consecutivas, reforçando a percepção de estagnação. Em 2028, a expectativa permanece em 2,00% há 103 semanas consecutivas, evidenciando a consolidação de um teto de crescimento baixo e prolongado. Para 2029, a projeção também segue em 2,00% há 50 semanas.


INFLAÇÃO


A projeção do IPCA para 2026 permaneceu em 3,91%. Para 2027, houve leve recuo para 3,79%, mas ainda em patamar elevado.


Já para 2028 e 2029, as estimativas seguem estáveis em 3,50% há 17 e 26 semanas consecutivas, respectivamente. A persistência desses números indica dificuldade de convergência consistente a níveis mais confortáveis, especialmente em um cenário de crescimento fraco.


No caso do IGP-M, a expectativa para 2026 recuou para 3,18%. Para 2027, a projeção permaneceu em 4,00% pela segunda semana seguida. Em 2028, a estimativa recuou para 3,80%, após duas semanas de queda, enquanto para 2029 permaneceu estável em 3,73% pela primeira semana.


As projeções para preços administrados ficaram em 3,67% para 2026. Para 2027, houve alta para 3,74%. Para 2028 e 2029, as estimativas seguem em 3,50% há 14 e 33 semanas, respectivamente.


SELIC


A expectativa para a taxa básica de juros em 2026 caiu para 12,00%, acumulando duas semanas consecutivas de queda. Ainda assim, trata-se de um patamar elevado, incompatível com ciclos robustos de investimento produtivo.


Para 2027, a projeção permanece estável em 10,50% há 55 semanas consecutivas, indicando que o mercado não vislumbra espaço para cortes mais profundos no médio prazo. Em 2028, a estimativa segue em 10,00% há seis semanas, enquanto para 2029 permanece em 9,50% há 18 semanas consecutivas. Mesmo no horizonte mais longo, os juros permanecem estruturalmente altos, reflexo da fragilidade fiscal e das incertezas institucionais.


CÂMBIO


A projeção para o dólar em 2026 recuou para R$ 5,42. O patamar segue elevado em termos históricos, refletindo risco país e vulnerabilidade externa.


Para 2027, a estimativa permanece em R$ 5,50 há quatro semanas. Em 2028 e 2029, a projeção também segue em R$ 5,50. A estabilidade em níveis depreciados sugere ausência de expectativa de fortalecimento estrutural do real.


O conjunto das projeções aponta para uma economia aprisionada em baixo crescimento, inflação resistente e juros persistentemente elevados. Sem reformas estruturais profundas e disciplina fiscal consistente, o país ficará condenado a atravessar a segunda metade da década com desempenho medíocre, incapaz de romper o ciclo de estagnação que limita o potencial produtivo e compromete a prosperidade de longo prazo.



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