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Boletim Focus: Inflação de 2026 sobe pela segunda semana e PIB acumula terceira queda seguida

há 15 horas
2 min de leitura

Relatório mostra piora simultânea de preços e crescimento, com IPCA, IGP-M e preços administrados em alta, enquanto a economia brasileira segue sendo revisada para baixo até 2028



O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

INFLAÇÃO


A projeção do IPCA para 2026 subiu de 4,92% para 4,99%, segunda alta consecutiva. Para 2027, a estimativa avançou de 4,30% para 4,31%, e para 2028 a projeção permaneceu em 3,80% pela nona semana consecutiva. Em 2029, a estimativa segue em 3,50%, estável há 56 semanas, sem qualquer sinal de melhora.


O IGP-M reforça o quadro negativo: a projeção para 2026 passou de 4,73% para 4,76%, terceira semana seguida de alta. Para 2027, a estimativa ficou em 4,11%, estável há três semanas, e em 2028 permaneceu em 3,92%, sem alteração há duas semanas. Para 2029, a projeção segue em 3,81%, também estável há três semanas, um congelamento que mostra a falta de fôlego para uma queda mais consistente.


Os preços administrados também pressionam já no curto prazo: a projeção para 2026 subiu de 4,61% para 4,63%. Para 2027, houve recuo de 3,85% para 3,82%, mas o alívio é passageiro, já que em 2028 a estimativa avançou de 3,61% para 3,62%, nova alta depois de uma semana. Para 2029, a projeção permaneceu em 3,50%, estável há 63 semanas.


PIB


O crescimento da economia segue perdendo força de forma persistente. A projeção para 2026 caiu de 1,88% para 1,86%, terceira semana consecutiva de revisão para baixo, e para 2027 a estimativa recuou de 1,43% para 1,41%, também na terceira queda seguida. Em 2028, a previsão passou de 1,87% para 1,83%, primeira redução em uma semana. Para 2029, o mercado manteve a projeção de 2% pela 80ª semana consecutiva, um patamar que não muda há quase um ano e meio e que evidencia a ausência de perspectiva de aceleração.


CÂMBIO


O dólar segue em nível elevado, sem sinal de recuo relevante. A mediana para o fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20, estável há 15 semanas. Para 2027, a projeção ficou em R$ 5,28, após duas semanas sem alteração, e em 2028 a estimativa segue em R$ 5,30, estável há dez semanas. Apenas para 2029 houve redução, de R$ 5,36 para R$ 5,35, primeira queda em uma semana, um recuo mínimo diante de uma moeda persistentemente desvalorizada.


SELIC


Os juros continuam travados em patamar alto por um período muito longo. A projeção para o fim de 2026 permaneceu em 13,50% ao ano. Para 2027, a mediana segue em 12%, estável há 15 semanas, e em 2028 a estimativa permanece em 10,50%, sem alteração há 13 semanas. Para 2029, o mercado mantém a projeção de Selic em 10% ao ano há 21 semanas, o que consolida a expectativa de crédito caro por vários anos.



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