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Boletim Focus mantém cenário de baixo crescimento e juros elevados até 2029

Mesmo com leves revisões, projeções indicam economia travada, inflação persistente e custo de crédito ainda restritivo nos próximos anos


O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

INFLAÇÃO


Em 2026, a projeção para o IPCA recuou de 3,95% para 3,91%, na sétima queda consecutiva. Para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80% pela 16ª semana seguida. Em 2028, a projeção continuou em 3,50%, estável há 16 semanas, mesmo percentual previsto para 2029, inalterado há 25 semanas.


No caso do IGP-M, a expectativa para 2026 caiu de 3,86% para 3,71%. Para 2027, a projeção ficou em 4,00%. Em 2028, houve leve baixa de 3,85% para 3,83%, enquanto para 2029 a estimativa recuou de 3,76% para 3,73%.


Os preços administrados devem subir 3,67% em 2026, abaixo dos 3,76% projetados quatro semanas antes. Para 2027, a previsão avançou de 3,71% para 3,72%. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,50%, estáveis há 13 e 32 semanas, respectivamente.


PIB


Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB subiu marginalmente de 1,80% para 1,82%. O número, contudo, continua a indicar a estagnação econômica do Brasil.


Em 2027, a projeção permaneceu em 1,80% pela oitava semana consecutiva. Para 2028, a mediana seguiu em 2,00%, estável há 102 semanas. Em 2029, a estimativa também ficou em 2,00%, patamar mantido há 49 semanas. O quadro reforça a percepção de uma economia presa a um ciclo prolongado de baixo dinamismo, sem sinais claros de aceleração consistente no médio prazo.


CÂMBIO


A projeção para o dólar ao fim de 2026 recuou de R$ 5,50 para R$ 5,45. Para 2027, a estimativa permaneceu em R$ 5,50 pela terceira semana seguida. Em 2028, a previsão também seguiu em R$ 5,50, estável há duas semanas. Já para 2029, houve leve alta de R$ 5,51 para R$ 5,52. Mesmo com pequenas variações, o câmbio projetado continua em nível elevado, refletindo incertezas persistentes e a desvalorização do real.


SELIC


Para 2026, a projeção da taxa Selic recuou de 12,25% para 12,13%. Ainda assim, o patamar permanece alto e restritivo. Em 2027, a estimativa foi mantida em 10,50% pela 54ª semana consecutiva. Para 2028, a projeção seguiu em 10,00%, estável há cinco semanas. Em 2029, a mediana permaneceu em 9,50%, patamar mantido há 17 semanas.


O conjunto das previsões indica que, mesmo com leves ajustes, a inflação persistirá a corroer o poder de compra dos brasileiros e o custo do crédito continuará elevado por um longo período, o que tende a limitar investimentos, consumo e a própria capacidade de crescimento da economia brasileira.

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