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Boletim Focus: mercado reduz estimativa de crescimento pela 4ª semana seguida

17 de ago.
2 min de leitura

Relatório divulgado nesta segunda-feira (17) mostra revisões negativas em quase todas as frentes



O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

INFLAÇÃO


A projeção do IPCA para 2026 permaneceu em 5,02%, depois de ter caído de 5,15% para esse patamar na leitura anterior. Já para 2027, a estimativa piorou, subindo de 4,22% para 4,24%. Para 2028, a projeção segue estagnada em 3,80% pela terceira semana consecutiva, e para 2029 a mediana permanece em 3,50%, nível que já dura 50 semanas sem qualquer alteração.


O IGP-M reforça o sinal de alerta: a projeção para 2026 saltou de 4,47% para 4,71%. Para 2027, houve leve recuo, de 4,14% para 4,10%, mas para 2028 e 2029 as estimativas seguem travadas em 3,93% e 3,85%, respectivamente.


Para os preços administrados, a projeção para 2026 caiu de 4,91% para 4,70%. Para 2027, o recuo foi de 3,90% para 3,87%. Para 2028 a estimativa piorou, subindo de 3,54% para 3,56%, e para 2029 a projeção permanece congelada em 3,50% há 57 semanas.


PIB


A projeção para 2026 permaneceu em 1,98%, mas o dado mais preocupante vem de 2027: a estimativa caiu de 1,52% para 1,50%, marcando a quarta semana consecutiva de redução — uma sequência que evidencia a deterioração persistente das perspectivas de curto e médio prazo. Para 2028, a piora foi ainda mais expressiva, com a projeção recuando de 2,00% para 1,89%. Para 2029, a mediana segue em 2,00%, patamar mantido há 74 semanas, sem qualquer indício de que o país vá romper o ciclo de crescimento medíocre.


CÂMBIO


O dólar segue estacionado em níveis elevados, sem sinal de fôlego para o real. A projeção para o fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 pela nona semana seguida. Para 2027, a estimativa piorou, subindo de R$ 5,28 para R$ 5,29. Para 2028, a projeção segue em R$ 5,30 pela quarta semana consecutiva. Apenas para 2029 houve um recuo ínfimo, de R$ 5,37 para R$ 5,36 — insuficiente para mudar o quadro geral de uma moeda persistentemente desvalorizada.


SELIC


Os juros seguem elevados e sem qualquer sinal de afrouxamento mais rápido. A projeção para 2026 permaneceu em 13,75% ao ano pela segunda semana consecutiva. Para 2027, a estimativa segue travada em 12% há nove semanas. Para 2028, a projeção também não se mexe, mantida em 10,50% pela sétima semana seguida, e para 2029 a mediana permanece em 10% ao ano pela 15ª semana consecutiva — um retrato de que o custo do crédito no Brasil deve continuar penalizando famílias e empresas por um longo período.



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