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Boletim Focus: Projeções para Selic e inflação em 2026 são elevadas

Mercado projeta economia sem força para crescer enquanto inflação permanece pressionada e crédito segue sufocando atividade



O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. Ele é divulgado toda segunda-feira. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do Banco Central. (Fonte: bcb.gov.br)

INFLAÇÃO


A inflação continua apresentando forte resistência, mantendo as expectativas pressionadas no médio e longo prazo. Para 2026, a projeção do IPCA subiu de 4,91% para 4,92%, ampliando a sequência de revisões negativas.


Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,00% pela terceira semana consecutiva, consolidando um patamar elevado. Em 2028, a projeção avançou de 3,64% para 3,65%, enquanto 2029 segue estável em 3,50% há 37 semanas consecutivas.


No IGP-M, a deterioração permanece evidente. A projeção para 2026 subiu de 5,60% para 5,63%, registrando a 11ª alta consecutiva e reforçando a pressão nos preços ao produtor e nos custos da economia. Para 2027, a expectativa segue em 4,00% há 13 semanas. Já para 2028 e 2029, as estimativas permaneceram estáveis em 3,82% e 3,70%, respectivamente.


Os preços administrados apresentaram leve recuo para 2026, passando de 5,01% para 4,93%, após uma semana de estabilidade. Ainda assim, o nível permanece elevado. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções seguem inalteradas em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente.


PIB


O crescimento econômico segue praticamente estagnado. Para 2026, a projeção do PIB foi mantida em apenas 1,85% pela terceira semana consecutiva, demonstrando a dificuldade da economia em recuperar dinamismo.


Para 2027, a expectativa subiu marginalmente de 1,76% para 1,77%, interrompendo um período de estabilidade, mas sem alterar o cenário de crescimento fraco. Já para 2028 e 2029, as projeções seguem em 2,00%, mantidas há 114 e 61 semanas consecutivas, respectivamente.


CÂMBIO


O câmbio apresentou novas revisões pontuais, mas segue refletindo fragilidade estrutural da moeda brasileira. Para 2026, a projeção do dólar permaneceu em R$ 5,20.


Para 2027, a estimativa recuou de R$ 5,30 para R$ 5,27. Em 2028, a mediana caiu de R$ 5,35 para R$ 5,34, acumulando três semanas consecutivas de queda. Já para 2029, a projeção permaneceu estável em R$ 5,40 pela segunda semana seguida. Apesar dos recuos, o real continua projetado em patamar depreciado no longo prazo.


SELIC


Os juros continuam elevados e o cenário piorou novamente para os próximos anos. Para 2026, a projeção da taxa Selic subiu de 13,00% para 13,25% ao ano, reforçando a percepção de crédito caro por mais tempo.


Para 2027, a expectativa permaneceu em 11,25%. Já para 2028 e 2029, as estimativas seguiram inalteradas em 10,00% ao ano, mantidas há 17 e duas semanas consecutivas, respectivamente.


O conjunto das projeções reforça uma conjuntura de inflação persistente, crescimento insuficiente e juros elevados, cenário que tende a prolongar a perda de poder de compra da população, reduzir investimentos e dificultar qualquer recuperação econômica mais consistente.



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