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Confiança da indústria brasileira sofre a maior queda em um ano

Índice da FGV recua 3,5 pontos em agosto, para 93,7 pontos



A confiança da indústria brasileira registrou, em agosto, a maior retração dos últimos doze meses, diante do arrefecimento da demanda e de um novo acúmulo de estoques, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pela Fundação Getulio Vargas. O Índice de Confiança da Indústria recuou 3,5 pontos na comparação com o mês anterior, situando-se em 93,7 pontos.


"Setores relacionados a bens de capital e de consumo duráveis mantêm alguma resiliência devido a políticas setoriais, mas seguem sensíveis à política monetária", afirmou o economista da FGV responsável pela análise dos dados.


O Índice de Situação Atual, indicador que reflete a percepção dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, apresentou queda de 5,0 pontos, recuando a 94,9 pontos, o menor patamar observado desde dezembro de 2025. Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre os meses vindouros, caiu 2,0 pontos, para 92,6 pontos, atingindo o nível mais baixo desde novembro do ano passado.


O retrocesso nas expectativas reflete uma percepção geral de desaceleração da atividade econômica. O cenário macro com juros elevados e pressão inflacionária são fatores determinantes para a desaceleração da confiança, segundo a FGV.


O resultado converge com o quadro já traçado por outros indicadores divulgados ao longo do mês: a confiança do consumidor também havia recuado pelo quarto mês seguido, atingindo o menor nível desde o final de 2022. Some-se a isso a persistência de uma taxa Selic ainda em patamar restritivo e a incerteza acerca do desfecho eleitoral de outubro, e o retrato que emerge é o de um empresariado industrial cada vez mais cauteloso quanto à possibilidade de retomada consistente da atividade econômica no curto prazo.



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