Copom mantém Selic em 15% e confirma que inflação ainda impede corte imediato de juros
- Núcleo de Notícias

- 28 de jan.
- 2 min de leitura
Banco Central preserva taxa no maior nível em quase 20 anos e admite apenas a possibilidade de flexibilização condicionada a um cenário ainda incerto

O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) manter a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026. Com isso, os juros básicos da economia brasileira permanecem no patamar mais elevado desde julho de 2006, evidenciando que a inflação continua sendo um problema persistente e longe de estar controlado. A decisão foi unânime e já era amplamente esperada pelo mercado financeiro.
Apesar da manutenção, o comunicado do Comitê indica a intenção de iniciar um ciclo de cortes apenas a partir de março, desde que o cenário projetado se confirme. Ainda assim, o próprio texto reforça que a política monetária seguirá restritiva, justamente porque a inflação permanece acima da meta e as expectativas continuam desancoradas.
No documento, o Copom reconhece que a inflação cheia e as medidas subjacentes apresentaram alguma moderação recente, mas destaca que os índices seguem acima do centro da meta, o que impede qualquer relaxamento imediato da política monetária. As expectativas de inflação para 2026 e 2027, apuradas pelo próprio Banco Central, continuam em níveis elevados, em 4,0% e 3,8%, respectivamente, acima do objetivo oficial.
O cenário doméstico segue marcado por resiliência do mercado de trabalho, pressões persistentes no setor de serviços e incertezas relacionadas à política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que dificultam a convergência mais rápida da inflação. A autoridade monetária aponta ainda que o ambiente externo permanece instável, especialmente diante das decisões de política econômica dos Estados Unidos e das tensões geopolíticas globais, o que impõe cautela adicional aos países emergentes.
Entre os riscos de alta para a inflação, o Copom voltou a mencionar a possibilidade de desancoragem prolongada das expectativas, inflação de serviços mais resistente do que o previsto e impactos inflacionários decorrentes tanto da política econômica interna quanto externa, inclusive via câmbio depreciado. Esses fatores explicam a necessidade de manter os juros em nível elevado por mais tempo.
Ao final, o Comitê reiterou que a manutenção da Selic em 15% é compatível com a estratégia de trazer a inflação para próximo da meta no horizonte relevante, deixando claro que qualquer flexibilização dependerá de sinais mais consistentes de controle inflacionário, algo que, até o momento, ainda não se materializou.
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