Estados Unidos e Irã retomam negociações nucleares sob ameaça de escalada militar no Oriente Médio
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- há 15 horas
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Donald Trump adverte sobre consequências graves caso acordo não avance, enquanto regime iraniano teme colapso interno diante de sanções, pressão militar e revolta popular

Estados Unidos e Irã devem retomar na sexta-feira, em Istambul, na Turquia, as negociações sobre o programa nuclear iraniano, em um cenário marcado por forte tensão militar e crescente instabilidade interna no regime de Teerã. A retomada do diálogo foi confirmada por autoridades iranianas e norte-americanas, ao mesmo tempo em que o presidente Donald Trump advertiu que “coisas ruins provavelmente acontecerão” caso não seja possível alcançar um acordo diplomático.
As conversas devem reunir o enviado especial norte-americano Steve Witkoff e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em uma tentativa de reabrir canais diplomáticos após meses de escalada militar e política. Segundo um diplomata regional, representantes de países como Arábia Saudita e Egito também devem participar das reuniões, em um esforço mais amplo para evitar um conflito regional de grandes proporções.
A retomada do diálogo ocorre enquanto os Estados Unidos ampliam de forma significativa sua presença naval nas proximidades do território iraniano. O presidente Donald Trump reiterou na segunda-feira que uma grande frota de navios de guerra norte-americanos está se deslocando em direção à região, como forma de pressionar Teerã a aceitar concessões concretas.
Em declaração no Salão Oval, o presidente americano afirmou que Washington prefere um acordo negociado, mas deixou claro que a alternativa militar permanece sobre a mesa. O chefe da Casa Branca afirmou que os Estados Unidos enviaram “os maiores e melhores navios” para a região e que o desfecho dependerá da disposição do regime iraniano em ceder. O presidente também ressaltou que não tem certeza se Teerã aceitará um entendimento, sinalizando ceticismo quanto às reais intenções do regime.
As tensões aumentaram após a violenta repressão do governo iraniano contra manifestações populares no mês passado, consideradas as mais sangrentas desde a Revolução Islâmica de 1979. O episódio reforçou o debate em Washington sobre a necessidade de conter um regime que, além de violar sistematicamente direitos humanos, atua como um dos principais financiadores de grupos terroristas no Oriente Médio, incluindo organizações que ameaçam diretamente a segurança de Israel.
De acordo com fontes ouvidas pela imprensa internacional, o presidente Donald Trump condicionou a retomada das negociações a três exigências centrais: enriquecimento zero de urânio em território iraniano, limitações ao programa de mísseis balísticos e o fim do apoio de Teerã a grupos terroristas regionais. O regime iraniano rejeita publicamente essas condições, alegando que representam violações de sua soberania, embora autoridades internas reconheçam que o programa de mísseis é hoje o principal obstáculo a qualquer acordo.
A fragilidade interna do regime iraniano tem sido motivo de preocupação crescente entre seus próprios dirigentes. Segundo fontes internas, altos funcionários alertaram o líder supremo Ali Khamenei de que a repressão violenta minou de forma irreversível o chamado “muro do medo” que mantinha a população sob controle. O temor é que uma eventual ação militar limitada dos Estados Unidos funcione como catalisador para uma nova onda de protestos, colocando em risco a sobrevivência do regime.
Essas avaliações internas contrastam com a retórica pública de desafio adotada por Teerã, que continua a ameaçar Israel e ativos norte-americanos na região. Autoridades iranianas afirmam que qualquer ataque resultaria em retaliações diretas, especialmente contra Israel, país que o regime iraniano declara abertamente desejar destruir.
Diante desse cenário, Israel reforçou sua prontidão militar. O Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que o país atravessa um período de intensificação da preparação para a guerra e que está pronto para uma sequência de ações ofensivas em múltiplas frentes. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também declarou que Israel está preparado para qualquer cenário e que responderá com força esmagadora a qualquer agressão.
Israel já demonstrou disposição para agir de forma decisiva contra o programa nuclear iraniano. Durante o conflito de junho de 2025, o país realizou ataques diretos contra instalações nucleares, líderes militares, cientistas envolvidos no programa atômico e infraestruturas de mísseis balísticos, com o objetivo declarado de impedir que o regime iraniano avance em direção à obtenção de armas nucleares.
Embora Teerã negue oficialmente buscar esse tipo de armamento, o histórico do regime inclui enriquecimento de urânio em níveis incompatíveis com fins civis, obstrução de inspeções internacionais e expansão acelerada de capacidades balísticas, elementos que sustentam a avaliação de Israel e de seus aliados de que o Irã segue determinado a desenvolver uma arma nuclear.
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Carlos Dias.
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