Trump reage a ameaças do líder iraniano: ‘We’ll find out’ - Entenda
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- há 2 dias
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Presidente dos Estados Unidos afirma que o Irã terá de escolher entre acordo ou confronto, em meio ao reforço da presença militar americana no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o mundo em breve saberá se as advertências do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sobre uma possível guerra regional se confirmarão, caso Teerã siga confrontando Washington. A declaração foi feita após novas ameaças do regime iraniano, ao mesmo tempo em que o presidente Trump reiterou que ainda existe espaço para um acordo, desde que o Irã recue de suas posturas hostis.
Entretanto, a expressão escolhida pelo presidente Donald Trump — find out — chama atenção. Isso deve-se a uma gíria que vem sendo utilizada pelo próprio líder americano e outras autoridades de alto escalão do governo dos Estados Unidos: FAFO — F*ck around and find out. Traduzindo de maneira suavizada, seria algo como Brinque e descubra. A mesma expressão foi utilizada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, em coletiva após a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro: “Maduro had his chance, he f’d around and he found out”. Em tradução: “Maduro teve sua chance, ele brincou e descobriu.”
Portanto, o recado do presidente Donald Trump pode parecer amistoso na superfície, mas para um bom entendedor, o recado é claro: Se o Irã continuar com sua postura agressiva, sofrerá consequências devastadoras.
Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram de forma significativa sua presença militar no Oriente Médio, com o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln, destróieres equipados com mísseis guiados e sistemas avançados de defesa aérea. O presidente Donald Trump classificou o deslocamento como uma demonstração clara de poder, destinada a reforçar a dissuasão diante do comportamento agressivo do regime iraniano.
No domingo, o aiatolá Ali Khamenei declarou que qualquer ataque militar contra o Irã resultaria em um conflito de grandes proporções na região, superando os efeitos da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel no ano passado. Durante discurso em Teerã, em evento alusivo à Revolução Islâmica de 1979, o líder iraniano acusou Washington de buscar explorar os recursos energéticos do país e de tentar subjugar o regime islâmico.
As tensões permanecem elevadas desde os ataques americanos a instalações nucleares iranianas em junho do ano passado e se intensificaram após a repressão violenta promovida pelo governo iraniano contra protestos internos. O presidente Donald Trump tem responsabilizado diretamente a liderança iraniana pela escalada da violência e já afirmou que o país necessita de uma mudança profunda de comando, ao mesmo tempo em que expressou apoio aos manifestantes contrários ao regime.
Em sua fala, o aiatolá Ali Khamenei classificou as manifestações como uma conspiração externa, repetindo a narrativa oficial de que os protestos seriam fruto de uma articulação estrangeira para desestabilizar o país.
Apesar do discurso beligerante, sinais contraditórios surgiram no campo diplomático. O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que houve avanços em discussões sobre possíveis negociações após encontros recentes com autoridades russas. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também indicou que a retomada do diálogo não está descartada, embora não exista, até o momento, qualquer negociação formal em curso com Washington.
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