EUA retomam ataques ao Irã após mísseis iranianos interceptados sobre forças americanas na região
- Núcleo de Notícias
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Trump havia prometido retaliação intensa e pausa de cinco dias é encerrada após Irã lançar ataque surpresa com mísseis balísticos

Os Estados Unidos retomaram os bombardeios ao Irã na noite de quarta-feira (29) em retaliação ao ataque surpresa iraniano com mísseis balísticos contra forças americanas na região, encerrando a pausa de cinco dias que o presidente Donald Trump havia concedido à diplomacia desde sexta-feira. "Os ataques são uma resposta poderosa à tentativa iraniana de atacar forças dos EUA baseadas no Oriente Médio", disse o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) ao anunciar o início da nova operação.
A Guarda Revolucionária Islâmica lançou múltiplos mísseis balísticos contra forças americanas na região às 17h45 do horário do leste americano na terça-feira. Todos foram interceptados, sem vítimas ou danos imediatos relatados. O ataque encerrou a pausa mais longa desde o início do conflito, que o presidente Trump havia concedido após 13 noites consecutivas de bombardeios para permitir uma nova tentativa diplomática. A retomada iraniana dos ataques desta vez com mísseis balísticos, de forma surpresa, representa uma mudança qualitativa na postura de Teerã: um regime que, apesar de ter sua infraestrutura militar sistematicamente destruída, escolheu escalar em vez de recuar.
O caráter surpresa do ataque é o elemento mais preocupante. O Irã não telegrafou a operação, não esperou por uma provocação imediata e atacou enquanto as negociações diplomáticas ainda estavam em curso. Essa disposição de agir de forma imprevisível, mesmo diante de um adversário militarmente superior que já destruiu mais de 300 alvos iranianos, sugere que o cálculo de Teerã mudou: o regime parece acreditar que pode absorver os ataques americanos, retaliar e então tentar ditar quando cada ciclo de combates termina. É uma aposta arriscada, mas que o padrão das últimas semanas, com pausas seguidas de novos ataques iranianos, parece confirmar.
O conflito se alargou ainda mais na quarta-feira. O Irã afirmou ter atacado navios-tanque comerciais no Estreito de Ormuz, enquanto EUA e Arábia Saudita realizaram operações conjuntas contra milícias pró-Irã no Iraque. Com o presidente Donald Trump retomando os bombardeios após prometer que o Irã "vai levar uma surra", o conflito que completará cinco meses na próxima terça-feira entrou numa nova fase de escalada sem qualquer mecanismo diplomático ativo em vigor.
